Famílias fragmentadas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 1998
Rosângela Vale 
Reprodução
O novo parceiro deve ser introduzido na família lentamente, pois ele representa uma ameaça para os filhos: é a confirmação da impossibilidade de reconciliação entre os pais, diz a psicóloga Carmen Garcia de Almeida
A separação conjugal é um dos aspectos comuns da sociedade atual. A idéia de casamento ancorado na promessa de até que a morte os separe não encontra mais eco na realidade, embora a estrutura familiar continue sendo construída sobre esse pilar. O resultado não poderia ser outro: filhos desorientados e confusos ao serem privados do contato diário com um dos pais. A situação se agrava ainda mais quando entra em cena o namorado da mãe ou a nova companheira do pai, desconhecidos que, de repente, passam a fazer parte da família.
O novo parceiro deve ser introduzido lentamente, pois ele representa uma ameaça: é a confirmação da impossibilidade de reconciliação entre os pais, pois no fundo, todos os filhos têm esperança de que seus pais voltem a viver juntos, explica a pós-doutora em psicologia clínica Carmen Garcia de Almeida, que fez sua tese de doutorado sobre separação conjugal, e a de pós- doutorado baseada em um grupo de apoio a filhos de pais separados, um projeto desenvolvido ano passado na UEL.


