Família na estrada!
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Bruna Quintanilha<br>Reportagem Local 
As férias de julho são ótimas oportunidades para curtir momentos em família. Botar o pé na estrada com as crianças significa estreitar laços entre pais e filhos e criar memórias divertidas. Mas como vencer a insegurança e encarar esse tipo de "aventura" com os pequenos? Para a blogueira do "Diário de Viagem" (www.diariodeviagem.com), Adriana Pasello, a dica é começar aos poucos. "O ideal é dar pequenos passos, com destinos próximos, por exemplo. Fazer 'testes' antes de encarar um destino longe também é legal", diz. Gosta de ecoturismo, mas não sabe se as crianças vão se adaptar? "Temos lugares próximos que dá para testar, como o Canyon Guartelá e Brotas, no Estado de São Paulo", recomenda. O mesmo vale para as experiências em carros ou aviões. "Sempre vou para São Paulo de carro. Então já sei como meus filhos reagem a uma viagem de cerca de 500 km", exemplifica.
Estar preparado para imprevistos também é essencial. "Sempre tenho um plano 'B' e até um 'C'", comenta. Por isso, planejamento e estratégia são palavras de ordem para Adriana. "Tem que pensar em tudo. Sempre levo troca de roupa, comida, bebida e joguinhos." A necessidade de tanto preparo, a blogueira já sentiu na pele. "Uma vez entramos num avião para um voo de quatro horas e por alguns problemas passamos três horas parados na pista dentro do avião, antes mesmo de decolarmos. Nesse tempo as crianças dormiram, acordaram, almoçaram", conta. "Muita gente me pergunta: preciso levar comida no avião? Eu digo: precisa. Em casos de turbulências, por exemplo, às vezes não há serviço de bordo. É preciso contar com os imprevistos. A criança irritada não reage como um adulto", complementa.
Mãe de uma menina de 7 anos e de um garoto de 4, Adriana conta que sempre viajou com o marido, o professor universitário Renato Martins, antes das crianças nascerem. "Eu já viajava muito com meu marido e acho que isso é o grande diferencial para eu me sentir segura para ir a lugares mais longe com eles", diz. Ainda assim, garante que certos medos surgiram. "Também fiquei insegura. Quando minha filha nasceu eu pensava: 'será que ela vai chorar, gritar?', mas não queríamos perder esse hobby. Há também muitas lendas. Muitas pessoas medrosas que acabam te passando medo", diz. Para deixar a insegurança de lado, Adriana recomenda aos pais que procurem roteiros já feitos por outras famílias com filhos para ter certeza de que aquilo funciona com crianças. "Além de blogs, há poucos, mas ótimos guias especialmente para viagens com crianças", indica.
Para Adriana, não existe destino para crianças e para adultos. Ela acredita que todo local tem atrativos para os pequenos. "Gosto que meus filhos vejam diferentes cenários e experimentem as cidades que visitamos. Por isso, fazemos de tudo. Andamos de táxi, de metrô, a pé...". Apesar de não restringir nenhum destino, a blogueira explica que o roteiro deve ser adaptado às idades de cada criança e ao estilo da família. "Sem dúvida, o ritmo cai quando viajamos com crianças. Não dá para visitar dez países em dez dias, por exemplo".
Segundo a "expert", as viagens só trazem benefícios às crianças. "É um aprendizado. Elas percebem que há outras formas de viver, outras culturas e acabam ficando mais seguras para se virarem em ambientes diferentes", explica. "Além disso, a família aprende a conviver melhor e administrar as crises e os momentos juntos", finaliza.

Continue lendo:
- Santiago, Chile
- Londres, Inglaterra
- São Paulo, Brasil
- Califórnia, Estados Unidos


