Família investe no diálogo
A professora universitária Patricia Eliane da Rosa Sardeto e o marido, o jornalista Marcelo Sardeto, sabem exatamente o que significa lidar com as frustrações das crianças no dia a dia. Pais de Luís Felipe, 8 anos, e Letícia, 4, o casal considera que um dos maiores desafios que envolvem a educação dos filhos é justamente driblar as birras e as manifestações raivosas. ''Às vezes não sabemos como agir nesses momentos'', admitem.
Eles afirmam, no entanto, que de modo geral os filhos são tranquilos, tanto que não são de fazer escândalo em locais públicos, o que para os pais é uma grande vantagem. Em casa, porém, a situação é um pouco diferente e demonstram irritação quando as coisas não saem do jeito deles. ''O Luís Felipe é mais explosivo e empurra as coisas para longe quando contrariado. Por exemplo, se está fazendo tarefa e por algum motivo eu o corrijo, empurra os lápis e os materiais que estão a sua volta'', comenta Patricia.
Já a caçula Letícia, segundo os pais, é mais manhosa e em algumas situações mais temperamental. ''Ela é mais independente e, diferente do irmão, quando é contrariada começa a chorar'', comentam.
A mãe conta que nesses momentos faz questão de deixar claro que desaprova a atitude deles. E a tática utilizada é ignorar o ''escândalo''. ''Eu simplesmente saio de perto e deixo-os fazendo birra sozinhos. Depois de um tempo, o Luís Felipe vem pedir desculpa e a Letícia para de chorar'', diz.
Patricia e Marcelo são muito próximos dos filhos, o que na opinião deles faz toda a diferença. ''De manhã fico com eles em casa, à tarde eles vão para a escola e à noite o Marcelo cuida deles para que eu possa dar aulas'', explica mãe.
O pai acrescenta que ele e a esposa também apostam muito no diálogo e nos programas em família. ''A gente monta quebra-cabeça juntos e passamos a maior parte do tempo na companhia um do outro'', conta.
Apesar de não haver uma ''receita'' pronta para educar os filhos, o casal tem alguns segredos. ''Já fizemos muita leitura sobre o assunto, gostamos de trocar informações com outros pais e frequentamos um grupo da Igreja Católica que é um grande apoio. E eu já fiz um curso para pais, em que aprendi bastante'', revela Patricia. (P.C.B.)






