A compra inadequada de um cachorrinho e a morte do animal alguns dias depois deixaram a família da administradora Catherine Pithan muito abalada. O animal foi adquirido por conta da insistência da filha Caroline, na época com 8 anos. ''A tartaruga que ela tinha morreu, então decidimos presenteá-la com um filhote. Fomos até um pet shop e compramos um cachorro da raça shitzu'', lembra a mãe. A menina se apegou muito ao cachorro, mas vinte dias depois ele começou a apresentar quadro de uma doença viral chamada sinomose.
De acordo com Catherine, o veterinário que atendeu o animal afirmou que o filhote já estava doente no pet shop. ''Tentamos salvar o cachorrinho durante trinta dias e neste tempo ele foi tratado como um bebê na minha casa'', conta. Apesar dos esforços, o animal não resistiu e morreu. ''Esta perda envolveu o amor de toda a minha família, todos ficaram comovidos'', destaca a administradora, que até a chegada do filhote nunca tinha tido um cachorro como animal de estimação.
Para superar a dor, a família quis comprar um outro filhote em seguida, mas o veterinário explicou que a doença fica no ambiente, por isso seria necessário ficar um tempo sem cachorro. Um ano depois deste episódio, a casa de Catherine passou por uma desinfecção e eles decidiram então seguir a orientação do veterinário e comprar um filhote diretamente de um canil. Desta vez, o animal não foi levado para a nova casa enquanto não completou o esquema de vacinação. ''Mesmo com o filhote em casa nós tínhamos uma sensação de vazio e eu fiquei com medo de algum problema acontecer e nós passarmos novamente pela situação de perda, por isso decidi comprar outro filhote pouco tempo depois no mesmo canil'', conta a administradora.
Para Catherine, a perda do primeiro filhote dado para a filha num momento de emoção resultou numa experiência muito triste para toda a família. ''Tudo aconteceu por inexperiência nossa'', alerta. Ela diz que antes de presentear com um animal é necessário que a pessoa esteja preparada para receber o bicho, mas também é fundamental conhecer a origem do animal. ''Por se tratar do envolvimento afetivo de toda a família, é muito importante conhecer antes o animal, ou em vez de presentear com alegria você pode estar dando uma frustração para a pessoa'', conta.
Caroline, hoje com 10 anos, convive com dois grandes amigos em casa. Os shih-tzus Jack e Dock são os bebês da família e trazem alegria a todos. ''É uma terapia, eles são o nosso maior antidepressivo'', comenta a mãe. Para Catherine, a chegada dos filhotes melhorou a qualidade da infância da menina que, por ser filha única, sempre conviveu muito com adultos. ''Percebo que ela voltou a ser criança. Hoje ela ri, deita e rola com os cachorros pela casa. Os três se divertem muito'', garante. (M.A.)


Imagem ilustrativa da imagem Família aprendeu com a perda
Depois da compra inadequada que resultou na morte de um filhote, Catherine Pithan presenteou a filha Caroline com os shih-tzus Jack e Dock