Falta de emprego faz mal à saúde
Estudos feitos na Europa e nos Estados Unidos indicam que o desemprego é, hoje, um fator preocupante de hipertensão e de redução das defesas do organismo. Existem teorias que sugerem a possibilidade, em caso de desemprego, do desenvolvimento mais rápido de doenças degenerativas, como o câncer.
Esses mesmos estudos, citados durante uma conferência mundial sobre reabilitação cardíaca realizada em Buenos Aires, revelaram que o aumento do índice de doenças cardiovasculares poderia estar relacionado com o baixo nível de educação, renda familiar insuficiente para a sobrevivência digna e, mais recentemente, com o crescimento da porcentagem de desempregados no mundo em desenvolvimento e nas nações industrializadas. Também foram apontados aspectos psicossociais com influência comprovada no mau funcionamento do organismo humano, como a poluição ambiental e as dificuldades de se viver nas grandes cidades por causa do transporte, por exemplo.
Os especialistas citam ainda o caso das mulheres que estão hoje no mercado de trabalho. Elas trabalham fora, mas não abdicam das tarefas domésticas, de esposas e mães. O fato de terem de supervisionar o estudo dos filhos e cuidar para que não falte alimento em casa sobrecarrega o organismo, causando efeitos negativos no coração, de acordo com os pesquisadores. (AE)

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