Falso brilhante
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Christina Gumiero<br> Agência Estado 
Criadas no século 18 para a classe média emergente e para os ricos, que, por segurança, preferiam jóias sem valor quando viajavam, as bijuterias, feitas com pedras falsas ou semelhantes às preciosas, só ganharam estilo próprio na década de 20, quando deixaram de ser apenas imitações de jóias. Graças à estilista francesa Coco Chanel, as bijuterias ganharam status em relação às jóias e passaram a ser consideradas um importante e quase indispensável acessório de moda, muitas vezes com a função de personalizar o look.
Preço mais acessível, variedade de modelos e materiais, tudo dentro das últimas tendências da moda, são alguns dos motivos do sucesso das bijus no mundo todo, impulsionando cada vez mais o mercado. Só no ano passado, o setor foi responsável pela movimentação de U$ 220 milhões - sendo R$ 150 milhões relativos a folheados e os 70% restantes às bijuterias, segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). As perspectivas para este ano são mais promissoras ainda.
Em sua 37 Edição, a Bijóias SP, evento profissional do setor de bijuterias, folheados, jóias em prata e acessórios, realizada recentemente em São Paulo, apresentou as últimas tendências para o outono-inverno 2007.
Em sintonia com o mundo fashion, as tendências para a próxima estação proporcionam uma verdadeira revolução de estilos com design arrojado, revisitando as décadas de 50, 60, 80 e 90, com foco em temas relacionados ao universo artístico, com intervenções da área musical ou cultural, como o rock, o neo grunge, entre outros movimentos.
Correntes em diversos tamanhos e formas, berloques, peças em metal envelhecido, resinas coloridas, elementos religiosos e esotéricos marcam presença na estação fria. Destaque para os elos em prata em diversos tamanhos e formas, que foram transformados em braceletes, colares e brincos. Grande aposta para a estação fria. A cartela de cores passeia entre os tons violáceos - do lilás, passando pela ametista e indo aos mais fechados, como o berinjela; o verde musgo, o vermelho além da dupla essencial, preto-e-branco.
Os cristais, strass e pedras brasileiras com lapidações especiais conferem brilho às peças produzidas em prata. Assim como nas passarelas da São Paulo Fashion Week, as estampas de animais, principalmente onça e leopardo, também foram usadas em várias bijuterias, produzidas com detalhes de tecidos coordenados com peças de metal envelhecido, resina, sementes e madeiras.


