Se aprender um idioma depende do esforço e da determinação do aluno, parte importante da aquisição do conhecimento fica por conta da competência de quem ensina. Essa é a opinião do professor de língua inglesa e diretor da escola High School, Christopher Whitt, que é norte-americano e está radicado no Brasil desde 2000. "O professor faz a aula. Sem ele, nada acontece", garante.
  Durante os anos vividos em sala de aula, Whitt percebeu que os alunos têm maneiras diferentes de aprender. Ele notou que nem todo mundo consegue compreender outro idioma pelos mesmos métodos. "É por isso que o professor precisa identificar como cada aluno aprende, seja por elementos visuais, sonoros ou apenas escrevendo. Para isso, ele precisa estar livre para adaptar a aula ao perfil do aluno. E se sentir feliz com sua profissão e condições de trabalho, para se sentir valorizado e dar aulas da melhor maneira possível".
  Nas entrevistas de seleção da High School, a preferência recai sobre professores com diploma de 3º grau, seja em Letras ou Pedagogia. Outro pré-requisito é a certificação internacional que comprova o nível de inglês do candidato.
  Quem gosta da língua inglesa pode ter boas chances de se destacar na profissão. O anglo-brasileiro Alan Thomas, diretor da Cultura Inglesa, acredita só quem gosta do idioma conse­guirá transmitir o prazer de aprender a língua.
  Nos aspectos técnicos, o diretor acredita que a formação acadêmica é requisito importante. Profissionais formados em Letras ganham espaço nesse nicho de mercado. "Morar fora do país para se aprimorar é sempre vantajoso, mas não garante que a pessoa se torne um bom professor. A preferência é pelo profissional de carreira, que fale e escreva bem em inglês, que conheça bem a gramática", assinala.

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