A economista Rita Fernandes, 23 anos, de Coimbra, Portugual, está no Brasil há seis meses através da Aiesec. Ela se formou em Economia e se inscreveu no programa. ‘‘A primeira oportunidade que surgiu foi para a Romênia, mas eu não aceitei. Em seguida apareceu esse estágio no Brasil e, como era exatamente o que eu queria, aceitei de imediato’’. Rita está fazendo estágio na Guarda-Mirim de Maringá, onde desenvolve trabalhos artísticos e sociais com os garotos.
Apesar de não estar estagiando em sua área, ela garante que a experiência pessoal está sendo muito grande. ‘‘Esta foi uma opção minha e estou adorando’’. Rita Fernandes estranhou o fato da Aiesec ser tão pouco conhecida no Brasil. ‘‘Na Europa, é uma organização muito forte e bastante difundida’’. Assim que acabar o estágio, no final de outubro, ela pretende viajar pelo Brasil. ‘‘Quero conhecer a Bahia’’, diz.
Alisson Alex Domiciano Pedro, 23 anos, formado em Administração na Universidade Estadual de Londrina, conseguiu através da Aiesec um estágio remunerado na MasterCard Internacional, em Saint Louis, Estados Unidos. ‘‘Trabalho no Serviço Global e atendo pessoas do mundo inteiro. Quando voltar ao Brasil, no final do ano, vou levar na bagagem fluência no inglês e conhecimento do business americano’’, garante Alisson, que deu entrevista à Folha da Sexta por e-mail.
Ele acredita que essa experiência vai valorizar muito seu currículo. ‘‘O que estou aprendendo em termos de administração e cultura vai ser fundamental para minha vida profissional’’, afirma Alisson Domiciano. Quem compartilha do mesmo sentimento é Rachel Severo Alves, 23 anos, formada em Jornalismo pela UEL. Ela está estagiando na assessoria de imprensa da Tarea – publicações educativas, em Lima, no Peru, desde maio deste ano. ‘‘A Tarea trabalha com treinamento de professores para educação de base’’, informa.
Ela conta que se interessou pelo programa da Aiesec porque é um trabalho que visa a paz mundial. ‘‘Quando voltar ao Brasil, em novembro, quero dar continuidade a esse projeto’’. Rachel ressalta que em Lima tem recebido todo o apoio do pessoal da Aiesec. ‘‘A assistência que eles dão facilita muito o trabalho e a integração com a comunidade local. Além disso, tenho contato com estagiários de outros países como Holanda e Dinamarca, o que enriquece ainda mais o intercâmbio’’, observa Rachel Severo.(Colaborou Marcos Zanatta, de Maringá)

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