Quando tinha 19 anos, a advogada Dora Zanin sofreu um acidente de carro que atingiu principalmente a região do quadril. Como era jovem, ela diz que nunca se preocupou com as leves dores que sentia. ''Durante 20 anos consegui suportar o problema. Mas daí eu levei um tombo que piorou tudo. O líquido responsável pela lubrificação das junções do osso secou e a cabeça do meu fêmur praticamente apodreceu pelo atrito'', explica.
Durante o período de tratamento, ela lembra ter recorrido algumas vezes à morfina, para aliviar as fortes dores que sentia. ''Comecei a andar de muletas e logo já estava na cadeira de rodas. Foi quando fiz um implante de prótese de titânio. As dores pararam, mas o médico me disse que eu teria que cuidar da prótese para evitar a troca por outra peça'', afirma.
Dentre os cuidados que Dora precisa ter com a peça importada que substituiu parte do osso do quadril e do fêmur, estão o fortalecimento da musculatura da região e o controle do peso. ''Eu não posso forçar a prótese com excesso de peso e também não posso fazer exercícios físicos para manter a forma. É uma situação complicada. Meu médico recomendou procurar um personal trainer'', comenta.
Com as aulas especializadas, a advogada está conseguindo atingir seus objetivos. ''Desde que coloquei a prótese, em 2001, faço tratamento. O melhor é que não sinto mais dor, já sinto a musculatura fortalecida e consigo andar com tranquilidade, embora nunca mais vou poder caminhar por longos períodos. Com o personal eu uso o equipamento certo para o meu problema'', diz. (H.F.)

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