Quando se fala em juventude dificilmente a palavra doença vem à cabeça. Ser jovem é sinônimo de energia, disposição e descobertas. Por isso, receber a notícia de que um amigo ou parente jovem está com uma doença grave causa tanta comoção. O segurança Jeferson Pereira, de 28 anos, a nutricionista Dolores Martins Cardoso, de 31, e a administradora hoteleira Helen Mendonça Orsi, de 32, descobriram que tinham câncer durante a juventude. Muito mais do que a doença, porém, os três têm em comum histórias de superação, otimismo e fé.

Pereira tinha apenas 15 anos quando descobriu que tinha leucemia. Apesar de ter passado quase toda a adolescência em tratamento, o jovem nunca perdeu a fé. "Não pensava muito nas coisas que estava deixando de fazer. Meu foco era superar aquilo. Me curar. Minha família me deu muito apoio e eu nunca desanimei". Ao final dos quase três anos de tratamento, Pereira fez questão de agradecer pela saúde e pela vida. "Eu e minha avó fizemos promessa e fomos até Aparecida do Norte para pagar. Nesse período de tratamento aprendi muito. A gente passa a dar valor em muitas outras coisas", reflete.

No caso de Dolores, que descobriu um câncer de mama aos 23 anos, não foi diferente. Foi a fé e o apoio da família que deram suporte à jovem durante o período de tratamento. "Independentemente da religião, ter fé de que tudo vai dar certo ajuda muito a superar esse período, assim como o apoio dos amigos e da família. Sempre tentei pensar que ia ser só uma fase e que eu ia sair melhor de tudo isso", conta. "Hoje sinto que Deus me manda sinais nítidos da presença Dele o dia inteiro", acrescenta.

Para Helen, que teve leucemia aos 29 anos, a luta contra o câncer significou uma aproximação ainda maior com a religiosidade. "Sempre tive muita fé, mas consegui me entregar mais a Deus neste momento. Você passa a ver que não é ninguém e que não faz nada sozinho. Não consigo me imaginar passando por um momento tão difícil sem ter fé. Por isso, desde o começo confiei muito e pedi a Deus para que ele realizasse em mim a cura", valoriza. "Hoje, além de estar curada, vejo minha família muito mais unida. A gente acaba sendo transformado por uma experiência como essa", afirma.

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Helen Orsi, de 32 anos, teve leucemia e passou por transplante de medula óssea: "Sabia que seria difícil, mas pensei: não é o nome da doença que vai me assustar"



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