Exames pré-nupciais
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quinta-feira, 01 de maio de 1997
Jossânia Navolar 
ReproduçãoEsses exames são fundamentais para uma vida sexualmente ativa e saudávelPrevenção é uma regra de ouro quando o assunto é saúde. Embora seja algo simples de ser praticado e bem mais barato do que tratar uma doença, a consciência da importância da prevenção ainda é um estado utópico a ser alcançado. Isso em função da falta de informação e do comodismo da maioria das pessoas. E, também, por causa da própria situação dos orgãos de saúde pública, de maneira geral.
Um exemplo disso é o que acontece com os exames pré-nupciais, para muitos algo ultrapassado, desnecessário mesmo. Segundo a médica ginecologista e obstetra Inês Paulucci Sanches, o comum é que as mulheres procurem o ginecologista somente quando já iniciaram uma vida sexualmente ativa e apresentam algum problema ou quando já estão grávidas. E não como mecanismo de prevenção e orientação importante para a saúde e o relacionamento sexual.
De acordo com a médica, o exame pré-nupcial, como o próprio nome já diz, é um conjunto de exames (físicos e laboratoriais) realizado antes do casamento. Hoje, sua tradução mais próxima seria de exames que deveriam ser feitos antes de o indivíduo iniciar uma vida sexualmente ativa. E devem ser realizados não apenas pela mulher, mas pelo casal. Durante a consulta, o ginecologista faz as orientações necessárias, esclarece dúvidas, realiza exames físicos na mulher, pede uma relação de exames laboratoriais e encaminha o homem para um urologista, a fim de cumprir outros exames mais específicos.
Os exames são importantíssimos também em função da programação de uma gravidez. Algumas doenças põem em risco uma gestação tranquila e até a saúde do futuro bebê. O histórico da mulher vai permitir ao médico obter informações úteis durante uma possível gestação. Mesmo quando a gravidez pretende ser adiada, é importante a orientação médica quanto ao tipo de contraceptivo adequado àquela mulher. Tomar anticonceptivos sem essa orientação, em muitos casos, é colocar em risco a própria saúde , lembra a médica. Só para se ter uma idéia, não é aconselhável engravidar logo após a interrupção da ingestão do anticoncepcional. Alguns médicos pedem que suas pacientes fiquem de três a seis meses evitando filhos sem o uso da pílula. Isso, entre outras coisas, para normalizar o organismo.


