Exame detecta o problema
No Laboratório do Sono de Londrina, onde se faz o exame de polissonografia, procura-se reproduzir, na medida do possível, o ambiente de um quarto, mas, com uma parafernália de fios ligados a microcomputadores torna-se até assustador. De início, pensa-se que é impossível dormir ligado a tantas máquinas. Entretanto, é nesse ambiente que ocorre uma longa viagem através do misterioso universo do sono.
Muitas pessoas que chegam aqui têm dificuldade para dormir, mas depois de uma boa conversa e algumas técnicas de relaxamento, elas caem no sono. No entanto, existem outras que afirmam que dormem melhor aqui do que em casa, conta a neurologista Mônica Marcos. É o caso, por exemplo, do comerciante Joacir de Souza Gonçalves, 43 anos, que sofre de apnéia do sono. Eu nunca percebi que tinha esse problema. Mas há cerca de um ano, minha mulher começou a se queixar que eu estava roncando muito à noite e que tinha paradas respiratórias, por isso, resolvi vir fazer esse exame, conta ele.
Joacir Gonçalves reconhece que nos últimos tempos começou a sentir muito sono durante o dia. Tenho acordado cansado e um pouco irritado, mas não sabia que era devido a esse problema. Na verdade, eu nem sabia que tinha apnéia do sono, confessa. Mas foi de tanto a mulher reclamar que ele resolveu procurar o médico.
Já a estudante Fabiana Cogo, 17 anos, confessa que precisa dormir, no mínimo, oito horas. Caso contrário não me sinto descansada. Só perco o sono quando estou com algum problema, mas no geral durmo muito bem. Ela conta que não tem televisão no quarto e que procura ir cedo para a cama. No máximo às 23 horas, pois tenho o hábito acordar às 6h30 e não preciso de despertador, garante. (C.M.)





