Dorico da Silva‘‘Às vezes, a pessoa desloca um problema para amenizar suas próprias frustrações’’, afirma o psicólogo José Antônio BaltazarQuando não se tem nada de bom para dizer sobre alguém, é melhor que fique calado. Apesar desta regra fazer parte da boa educação, é pouco respeitada. Falar mal dos outros virou uma rotina nas mais diferentes culturas e classes sociais. De tão popular, a fofoca acabou virando tema de uma pesquisa realizada por psicólogos norte-americanos. Após meses de estudo, eles identificaram um efeito bumerangue nesse tipo de comportamento.
De acordo com a pesquisa, quando uma pessoa se refere a alguém como ‘‘incompetente’’, seu interlocutor atribui inconscientemente essa mesma característica a quem está falando isso. No entanto, para o psicólogo clínico José Antônio Baltazar, a fofoca tem dimensões bem mais amplas. ‘‘É uma demonstração de insegurança, incapacidade e inveja’’, afirma ele.
Na opinião do psicólogo, a fofoca não é uma questão de falta de personalidade, mas de cárater. ‘‘Personalidade todo mundo tem, mas cárater é algo que se vai construindo ao longo do tempo. Toda fofoca tem um princípio maldoso, por isso, ela acaba sendo mais nociva que a inveja. Em alguns casos, a inveja tem um efeito construtivo. A pessoa usa esse sentimento como meta para alcançar um determinado objetivo. Já a fofoca é sempre destrutiva’’, garante José Antônio Baltazar.

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