As mulheres que continuam trabalhando durante a gestação correm um risco cinco vezes maior de sofrer pré-eclampsia, uma complicação da gravidez que pode ser fatal, segundo um relatório publicado na revista ‘‘Journal of Epidemiology and Community Health’’.
A pré-eclampsia é um aumento da pressão arterial durante a gravidez, que acontece por causas desconhecidas, e que se não for tratada pode comprometer o funcionamento dos órgãos e causar a morte.
Pesquisadores da University College de Cork (Irlanda) acompanharam durante 24 horas a pressão arterial de 933 mulheres, de 20 a 30 anos, todas elas entre 18 e 24 semanas de gravidez do primeiro filho.
As mulheres foram divididas em três grupos: as que continuavam trabalhando, as que tinham um emprego, mas não trabalharam durante a gravidez, e as que não trabalhavam. As gestantes que continuavam trabalhando mostraram os níveis mais altos da pressão arterial, e este grupo mostrou cinco vezes mais propensão a sofrer pré-eclampsia.
Não influenciaram no resultado fatores como o fumo, a idade das grávidas ou outros elementos que podem causar um aumento da pressão, disseram os especialistas. Não houve diferenças significativas entre os três grupos em relação à duração da gravidez, o peso dos bebês no nascimento ou o desenvolvimento do parto, explica o relatório.
Os pesquisadores mostram que ‘‘foi encontrado uma relação independente e significativa entre o trabalho durante a gravidez e os níveis da pressão sanguínea na metade da gestação. Além disso, foi descoberto que o trabalho durante a gravidez se associava de forma significativa ao desenvolvimento subsequente da pré-eclampsia’’.
Os especialistas irlandeses não avaliaram o tipo de trabalho feito pelas gestantes, mas pesquisas anteriores apontavam uma relação entre a pré-eclampsia e empregos que levam a um alto nível de stress.

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