Há algum tempo foi constatada uma grande evasão de alunos de escolas particulares, que procuravam as instituições públicas na tentativa de adequar o orçamento familiar à dura realidade econômica brasileira. A situação financeira do País não mudou muito nos últimos anos, mas os estabelecimentos de ensino pago continuam sobrevivendo e crescendo.
''Existem pais que tiram o filho da escola particular por motivos financeiros, mas na maioria das vezes a saída é causada por mudança de endereço ou outro qualquer. As pessoas procuram qualidade de ensino e, se podem, preferem deixar os filhos em boas escolas. Em Londrina existe um fluxo grande de pessoas que chegam à cidade e isso tem feito o número de alunos aumentar nas escolas particulares'', afirma o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinepe), professor Marco Antonio de Souza.
Se na rede pública as matrículas acabaram na semana passada, na particular existem muitas instituições que estão recebendo novos alunos. ''Não existe um calendário oficial para todas as escolas, mas geralmente as matrículas começam em outubro e vão até fevereiro. E todas as escolas recebem alunos durante o o ano todo, por motivo de transferência ou troca de colégio. Isso só não acontece quando não há vagas nas turmas'', garante.
A falta de vagas é mais comum nas escolas públicas, devido à grande procura, mas Souza afirma que nas particulares isso também ocorre. Por isso ele aconselha os pais a fazerem a matrícula mais cedo. ''Além de garantir a vaga, algumas escolas dão vantagens para os alunos matriculados com antecedência, como escolha da classe ou descontos na mensalidade'', comenta.
Como as matrículas antecipadas são feitas em sua maioria por alunos que já estudam na escola, a época de maior movimento para os novos alunos fica mesmo no começo do ano. ''Esse é o período que os pais visitam as instituições. Em média eles percorrem quatro ou cinco colégios antes de se decidir e procuram sempre por qualidade de ensino. Em uma pesquisa feita com os pais, o quesito dinheiro ficou em quarto lugar de importância'', diz.
Para ser matriculada no primeiro ano do ensino fundamental, é preciso que a criança tenha sete anos completos ou que vá completá-los durante o ano letivo. Para resolver o problema daqueles que estão entre cinco e seis anos, Souza revela que existe uma lei federal que prevê a criação de mais um ano letivo no ensino fundamental. ''As creches aceitam crianças só até cinco anos de idade, depois disso elas ficam sem estudar porque também não podem ser matriculadas na primeira série'', explica.
Segundo ele, a data provável para a implantação da lei é 2007. ''Ainda não foi regulamentada e o programa pedagógico precisa ser alterado também para criar a nova série. A expectativa é que não se acrescente nada depois da oitava série, mas sim antes da primeira, funcionando como uma série preparatória'', comenta Souza.

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