Cerca de um ano atrás, um manual de conduta de vestimenta deu muito o que falar. Mesmo não-oficial, a lista do que vestir circulou não só entre as repórteres e apresentadoras da Rede Globo como repercutiu em vários segmentos. Houve um espanto inicial, considerando que a moda anda tão democrática. Mas convenhamos, o ambiente de trabalho, em frente ou atrás das câmeras, é mesmo um lugar diferenciado. Das empresas mais formais às mais informais, prestar atenção ao que se veste é essencial.

Para as executivas, a tarefa pode ser ao mesmo tempo fácil, como também mais complicada. Sem poder variar muito dos conjuntinhos, paletós e afins, elas precisam buscar um equilíbrio entre acompanhar as últimas tendências fashionistas ou ficar presas nos clássicos. O ideal é interpretar, como toda mulher, aliás, o que se vê nas revistas e passarelas. "Mais importante do que se fantasiar de sexy, sóbria, moderna ou poderosa, é encontrar modelos que valorizem o seu tipo físico e te deixem à vontade, traduzindo exatamente a sua mensagem", enfatiza a consultora de imagem Veruska Olivieri. "Primeiro você deve se conhecer e saber qual a imagem que deseja passar", completa.

"Sabe o que faz superdiferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacos e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e aparências diversas (entre si!) sempre acrescentam 'interessância' – mesmo em looks supertradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento – até nas peças mais lisas ou informais", ensinam as consultoras de estilo pessoal Cris Zanetti e Fê Resende, da Oficina de Estilo.
Entre as normas não-oficiais da Globo, muitas podem ser usadas para funcionárias de outras empresas. No caso das mangas, a ideia de evitar as muito curtas, tipo baby look, as bufantes e as muito volumosas é justificada porque, lembra o manual, "as primeiras não ficam bem nas mulheres com braços mais gordinhos e as bufantes infantilizam".
Nas passarelas da última edição da São Paulo Fashion Week, a presença da inglesa Stella McCartney trouxe um novo olhar para o terninho. No caso dela, o paletó mais alongado, ao estilo boyfriend, é um tanto informal, mas serve de ponto de partida para o exercício de bem vestir no ambiente de escritórios e afins. Para as executivas, que não pode deixar muita pele à mostra – como decotes, regatas cavadas, comprimentos mais curtos –, a chegada do inverno e das temperaturas mais amenas é sempre uma boa notícia.

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| Foto: Fotos: Agência Fotosite e Divulgação
No desfile da Uma Raquel Davidowicz na SPFW Inverno 2015, o casaco sem botões é a aposta na elegância
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Alicia Kuczman na campanha do Alto Verão 2015 da joalheria Maxior: uniforme da executiva, mas com uma pegada contemporânea com a escolha do maxibrinco
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Bruna Tiedt no desfile Verão 2015 de Alexandre Herchcovitch: a saia lápis deixou de ser sisuda
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A primeira coleção de Priscilla Darolt para Sacada trouxe o comprimento clássico da roupa de trabalho: na altura do joelho
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A estampa é grande e meio improvável para o escritório mais formal, mas o caimento perfeito com assinatura de Pedro Lourenço inspira o guarda-roupa da executiva
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Alfaiataria é a grande companheira das executivas. No conjunto de Herchcovitch; Alexandre, segunda marca de Alexandre Herchcovitch, a calça é flare
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A estilista Stella McCartney mostra, com as próprias criações, como deixar o terninho com uma cara nova
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Sem as mangas, o paletó de Reinaldo Lourenço traz um perfume mais contemporâneo ao conjunto. O uso do cinto também é uma boa solução
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O casaco alongado da Herchcovitch; Alexandre
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