ESTILO - Formal, mas nem tanto
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quinta-feira, 05 de março de 2015
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Cerca de um ano atrás, um manual de conduta de vestimenta deu muito o que falar. Mesmo não-oficial, a lista do que vestir circulou não só entre as repórteres e apresentadoras da Rede Globo como repercutiu em vários segmentos. Houve um espanto inicial, considerando que a moda anda tão democrática. Mas convenhamos, o ambiente de trabalho, em frente ou atrás das câmeras, é mesmo um lugar diferenciado. Das empresas mais formais às mais informais, prestar atenção ao que se veste é essencial.
Para as executivas, a tarefa pode ser ao mesmo tempo fácil, como também mais complicada. Sem poder variar muito dos conjuntinhos, paletós e afins, elas precisam buscar um equilíbrio entre acompanhar as últimas tendências fashionistas ou ficar presas nos clássicos. O ideal é interpretar, como toda mulher, aliás, o que se vê nas revistas e passarelas. "Mais importante do que se fantasiar de sexy, sóbria, moderna ou poderosa, é encontrar modelos que valorizem o seu tipo físico e te deixem à vontade, traduzindo exatamente a sua mensagem", enfatiza a consultora de imagem Veruska Olivieri. "Primeiro você deve se conhecer e saber qual a imagem que deseja passar", completa.
"Sabe o que faz superdiferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacos e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e aparências diversas (entre si!) sempre acrescentam 'interessância' mesmo em looks supertradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento até nas peças mais lisas ou informais", ensinam as consultoras de estilo pessoal Cris Zanetti e Fê Resende, da Oficina de Estilo.
Entre as normas não-oficiais da Globo, muitas podem ser usadas para funcionárias de outras empresas. No caso das mangas, a ideia de evitar as muito curtas, tipo baby look, as bufantes e as muito volumosas é justificada porque, lembra o manual, "as primeiras não ficam bem nas mulheres com braços mais gordinhos e as bufantes infantilizam".
Nas passarelas da última edição da São Paulo Fashion Week, a presença da inglesa Stella McCartney trouxe um novo olhar para o terninho. No caso dela, o paletó mais alongado, ao estilo boyfriend, é um tanto informal, mas serve de ponto de partida para o exercício de bem vestir no ambiente de escritórios e afins. Para as executivas, que não pode deixar muita pele à mostra como decotes, regatas cavadas, comprimentos mais curtos , a chegada do inverno e das temperaturas mais amenas é sempre uma boa notícia.











