Foto: Mário César‘‘O peeling realizado com laser arranca a pele como os outros’’, diz a dermatologista Rosa CallandO inverno é a melhor época do ano para fazer o peeling, que descama a pele e renova a aparência. Do inglês peel, que significa descascar, a técnica remove a pele ‘‘velha’’ e estimula a renovação celular. Ideal para eliminar rugas e cicatrizes, o procedimento pode ser realizado com ácidos, lixas ou laser - o mais moderno dos métodos.
A médica dermatologista Rosa Calland explica que esses métodos tem indicações específicas para cada caso. O dermoabrasão ou peeling cirúrgico, raspagem manual da pele feita com uma lixa de diamante acoplada a uma roldana, é ideal para tirar cicatrizes e para pacientes com ceratose actínica (um pré-câncer); o laser rejuvenesce mais, eliminando rugas profundas e outras marcas do envelhecimento. Outra opção para atenuar os sinais do tempo são os ácidos, como o glicólico, o retinóico e o TCA. Todas essas técnicas podem atingir somente a superfície da pele ou ir mais fundo, dependendo da concentração, no caso dos ácidos; do número de vezes que se passa o laser; e do controle manual da profundidade, quando se utiliza o dermoabrasão.
‘‘O melhor peeling é aquele que o médico sabe fazer. Para dar um bom resultado, deve atingir a profundidade certa; se for além do necessário, pode causar manchas ao invés de tirar’’, adverte Rosa. Segundo ela, o médico não pode passar ao paciente a idéia de se trata de um procedimento tão simples como uma limpeza de pele. Não se faz um peeling à toa, afinal, é uma cirurgia’’, diz.
Rugas e cicatrizes são as indicações mais frequentes para a realização do peeling. ‘‘Com as manchas, é preciso ter mais cuidado. As que estão na epiderme podem ser eliminadas com tratamento clínico. Só depois de ter tentado essa alternativa é que se deve partir para o peeling’’, avisa. Rosa esclarece que peeling não tira acne, apenas as cicatrizes que elas deixam. ‘‘Primeiro é preciso tratá-las’’, ensina.

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