Estação está para peeling
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quinta-feira, 01 de agosto de 2013
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
De cristal, com ácidos, de enzimas... Com penetração superficial, médio ou profunda, os peelings são motivos de movimento nas clínicas de estética e dermatologia durante o inverno.
Isso porque nesta época do ano a exposição ao sol é menor, assim como sua intensidade, sendo mais favorável à recuperação de pele após o procedimento. Mais isso, segundo a médica dermatologista Aline Borba, não significa que ele não possa ser realizado em outras estações. "Depende das condições que o paciente terá em seguir as recomendações pós peeling de acordo com sua vida social e profissional", comenta ela.
Atualmente existem vários tipos deste procedimento no mercado. Se para muitos um dos incômodos era ficar com a pele descamando, hoje há peelings que não apresentam mais esta ocorrência.
"O peeling de cristal não descama e afina a pele. O peeling de romã ajuda na textura da pele e hidrata. Há também o feito com ácidos de baixa sensibilidade e o peeling de abóbora, que ajuda na reestruturação da pele. O combinado desses quatro tipos, cada um feito em uma semana, somados a cuidados pós tratamento, como uso de cremes a base de oliva e reestruturação, tônico e filtro solar tira o aspecto cansado da pele, hidrata, regula o ph , proporciona maciez e alivia as linhas de expressão superficiais. Tudo sem sofrer, já que todos os peelings citados são suaves e superficiais", comenta a a esteticista e massoterapeuta Denize Braz, do Studio Deep.
Ainda explica Denize, todos os tipos de pele podem se submeter aos peelings mais leves e, os enzimáticos, à base de enzimas de frutas, podem ser feitos uma vez por semana. "Eles reduzem a camada de queratina, proteína que deixa a pele mais grossa, sem brilho e com resistência à permeação de ativos. Cada sessão custa R$ 80", informa.
Cuidados
A médica Aline Borba explica que cabe ao dermatologista realizar o peeling químico ou mecânico, já que neste caso é feito um diagnóstico para saber do problema dermatológico e expectativa do resultado. Estes peelings podem ser realizados na face ou outras áreas corporais, tais como pescoço, colo, mãos e braços.
"Não há resultados garantidos, pois há uma enorme variação entre as mais diversas patologias de pele e aos fatores individuais de cada paciente, mas em geral há melhora de textura e brilho, clareamento das manchas, diminuição de rugas e cicatrizes superficiais. Por isso é importante que o paciente entenda o processo, conheça suas limitação, duração e recuperação e, fundamentalmente, tenha uma expectativa real do resultado esperado".
Segundo a médica, a indústria da cosmetologia sempre se renova com lançamentos, porém sabe-se que a base desses peelings não difere muito e há mais de um século são usados peelings químicos comprovadamente eficazes a base de ácido retinoico, ácido salicílico, glicólico, entre outros. Sendo assim, diz Aline, não deve haver encantamento com novidades, geralmente não se trata de verdadeira novidade e, sim, formulação antiga repaginada e vendida a preços maiores e promessas incabíveis.
"Antes de se iniciar um tratamento de peeling é importante saber que este não é a primeira etapa do tratamento. É importante que a pele já venha sendo tratada para determinada patologia e então é indicado o peeling para acelerar ou complementar este tratamento. Os cuidados prévios são principalmente o uso adequado de protetores solares e cremes noturnos a base de ácidos, clareadores ou antioxidantes, anti-acne etc, de acordo com a doença em questão", ensina.
De maneira geral, a médica informa que, após o peeling químico ou mecânico, a pele estará mais fina, frágil e sensível a qualquer agressão. Os cuidados podem variar, mas, salienta a profissional, em todos eles é imprescindível nunca manipular a pele ou remover as escamas e crostas intencionalmente e ter maior cuidado de proteção à exposição solar.
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