Elas surgem aos poucos. Primeiro uma na testa, depois outra no nariz, no queixo, na testa de novo... Pronto, o horror está instalado. E agora, o que fazer? Espremer, cutucar, fingir que nem percebe ou deixar de se olhar no espelho por uns tempos? Nada disso. Com o avanço da dermatologia, é possível tratar de espinhas e cravos sem o risco de estampar no rosto as cicatrizes da adolescência para o resto da vida.
O problema, vivido por grande parte dos jovens, é originado devido a uma disfunção do folículo pilo-sebáceo. A produção, em excesso, de oleosidade pelas glândulas sebáceas dilata o poro, deixando o folículo piloso entupido por uma massa, composta de queratina (camada superficial da pele), restos de células mortas e impurezas. Forma-se, então, o cravo. Quando o cravo se infecciona com bactérias da própria pele, surge a espinha.
Conforme os especialistas, na maioria dos casos, a acne é hereditária e classificada em estágios diferentes, de acordo com a gravidade do caso. No primeiro, o mais simples, a pele fica recoberta de cravos e algumas espinhas. Este quadro pode evoluir até o quinto estágio, no qual surgem cistos, abscessos e cicatrizes profundas em várias partes do corpo. A doença pode regredir, naturalmente ou não, podendo ressurgir na idade adulta, por disfunção hormonal ou uso inadequado de cosméticos.
Logo nos primeiros sinais da acne é aconselhável procurar um médico dermatologista, que indicará um tratamento correto. E, ao contrário do que muita gente imagina, ainda não foi comprovado cientificamente que o chocolate realmente provoca espinhas. Algumas pessoas podem ser mais sensíveis ao alimento. Entretanto, uma dieta balanceada favorece o organismo como um todo. Tomar bastante líquido e comer fibras, verduras e legumes também contribui. Alguns naturopatas afirmam que o chá de calêndula ajuda no combate à acne, se associado a produtos de uso externo.

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