Especialistas em casa
Embora os exercícios físicos e a fisioterapia sejam importantes para a recuperação de pacientes de várias áreas, nem todos têm condições de frequentar uma clínica. Por isso, as internações prolongadas eram rotina daqueles que se submetiam a cirurgias ou eram vítimas de doenças crônicas.
Para acabar com a agonia de pacientes e familiares que passavam pelo drama de permanecer meses em hospitais, a Unimed criou o Dom Atendimento Domiciliar. Nele, pacientes que podem receber alta, mas precisam de cuidados específicos, são liberados e passam a ser atendidos em casa. ''Temos serviço de enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, fisioterapeutas. Todos vão até à residência do paciente para visitas, consultas e tratamentos específicos'', explica o coordenador do serviço em Londrina, Luís Fernando Rodrigues.
Pessoas com pneumonia, doenças crônicas, Mal de Alzheimer ou Parkinson, sequelados de AVC, recém-operados e outros que precisam de acompanhamento constante são favorecidos pelo programa. ''O Dom já está incluso para todos os dependentes do plano da Unimed, e quem determina se o paciente necessita dele é o médico responsável'', afirma. As vantagens vão desde o baixo custo do tratamento para a empresa e a comodidade para o paciente. ''Por melhor que seja o hospital, a casa da gente é sempre mais agradável. Além de humanizar o tratamento, o Dom também libera vagas nos hospitais para quem realmente precisa'', conclui.
Um dos pacientes atendidos pelo programa é Ana Luzia Corazza Mendes, 13 anos. Ela sofre de síndrome dolorosa regional complexa, que causa dores constantes e lancinantes na perna direita. ''A Ana não consegue se mexer por causa da dor, precisa de fisioterapia e enfermeiros para a medicação, que é intravenosa'', diz o fisioterapeuta que acompanha o caso, Emerson Veduvoto.
Ele visita a menina todos os dias para sessões de preparação para uma cirurgia que ela irá realizar em breve para eliminar a dor. ''O atendimento é tão bom que a gente acaba se tornando muito amigo. O pessoal da equipe que atende a Ana liga aqui em casa para saber se a data da cirurgia já foi marcada, se ela está bem. Além da comodidade de não precisar pedir uma ambulância para levá-la até o hospital para tomar o remédio e fazer exercícios'', garante a mãe da garota, Maridalva Corazza da Silva.
Para Ana, esse tipo de atendimento traz conforto e ajuda a fazer amigos entre a equipe de especialistas que a atende. ''Quando eu ficar boa vou sentir falta deles aqui em casa'', comenta. (H.F)





