Um dos cartões de visita feminino, as unhas estão expostas a todos os tipos de agressão: produtos químicos, traumas, desidratação. Com isso, não é incomum que fiquem frágeis e quebradiças, algumas vezes descamando. Nessas horas não faltam receitas caseiras e indicações de vitaminas que resolveriam o problema, mas é preciso cuidado para não haver mais problemas.

A dermatologista Sílvia Mara Ávila Santilli conta que no consultório as maiores queixas são de unhas frágeis, amolecidas, que se quebram ou abrem nas pontas. "Já nas unhas dos pés o mais comum é o descolamento, nem sempre relacionado a micoses. A causa das unhas frágeis é multifatorial, sendo a mais comum o uso de produtos químicos como acetona, esmalte, detergente e outros. Quando ficam ressecadas, as lâminas vão se separando, como se fosse uma placa de compensado", explica.

Segundo ela, é muito importante hidratarmos as unhas, que devem estar sem esmalte ou base. Uma semana seria o prazo indicado para essa hidratação, uma vez ao mês. Porém, como poucas mulheres conseguiriam isso, a indicação da médica é que o esmalte seja retirado na véspera da manicure, usando removedor sem acetona.

"Popularmente se diz que a unha precisa respirar, mas ela não 'respira'. Ela precisa é ser hidratada, com ceras e cremes específicos. Entre as receitas caseiras, as que indicam azeite ou óleo de amêndoas também apresentam bons resultados. Já sucos de fruta, por exemplo, não devem ser usados, pois podem causar manchas e irritação", destaca.

No salão, alguns cuidados são essenciais para garantir a saúde das unhas. Sílvia recomenda que, independentemente dos cuidados de higiene do estabelecimento, cada cliente deve levar seu próprio kit de manicure e pedicure, que jamais deve ser compartilhado.

"Doenças muito sérias podem ser transmitidas por esses instrumentos, como hepatite e aids. Até o palito, a lixa e os esmaltes devem ser individuais. Já fizeram testes e os esmaltes apresentaram fungos, por isso o risco de micoses com o uso de produtos contaminados", diz.

Além da recomendação de não tirar a cutícula, outra dica da dermatologista é não lixar a parte superior da unha. "Se ela tem ondulações e você lixa, ela vai ficar mais fina e mais frágil ainda. Outro cuidado é com o uso dos esmaltes que dizem endurecer as unhas. Se tiverem formol eles irão endurecer as unhas moles, mas se elas forem quebradiças, vão ficar mais ressecadas e quebrar mais ainda. Até os sprays para secar o esmalte causam ressecamento e por isso não devem ser usados com frequência", alerta.

Sílvia recomenda que ao notar qualquer alteração nas unhas um médico deve ser consultado, pois muitas doenças como problemas na tireoide, problemas cardíacos, pulmonares e falta de vitaminas se manifestam primeiro nas unhas. Além disso, qualquer tipo de reposição de nutrientes deve ser feita apenas com a indicação de um especialista.

Pés
E por falar em pedicure, com o calor nossos pés ficam mais expostos. Se o risco de micoses nas unhas é menor, por conta de ficarem mais arejados e menos úmidos, por outro lado o ressecamento pode ser um problema. E nessa hora, nada de usar lixa.

Silvia explica que a pele áspera do calcanhar se forma por atrito, sendo um tipo de calosidade. Ao lixar, removemos essa pele, mas como causamos mais atrito, surge uma pele ainda mais grossa, podendo inclusive ter fissuras. "Além de tudo, ao usarmos a lixa aquele pó voa e contamina tudo. O ideal é usarmos hidratantes que fazem uma esfoliação química, como os com ureia ou ácido salicílico. Eles vão afinando a pele de maneira gradual por terem ação queratolítica e devem ser recomendados de acordo com a necessidade de cada um", aponta.

Imagem ilustrativa da imagem Especial Folha Verão - Com as garras de fora
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"Popularmente se diz que a unha precisa respirar, mas ela não ‘respira’. Ela precisa é ser hidratada, com ceras e cremes específicos"
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