Espaço Pet - Pet também tem doença renal crônica
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quinta-feira, 07 de abril de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Muitas das doenças que nos afetam podem acometer também os animais. A doença renal crônica (DRC) é uma delas. Silenciosa, progressiva e sem cura, a DRC pode ser controlada com medicamentos e dieta adequada, permitindo boa qualidade de vida ao animal. Entretanto, como nem todos os tutores têm o hábito de levar o pet ao veterinário para exames periódicos, muitos descobrem a doença quando esta já está bem avançada.
Buscando conscientizar os tutores, a Elanco, em parceria com a Agência Estação Brasil, lançou no mês passado a campanha "Março Amarelo amarelar é amar', cuja programação conta com diversas palestras para os veterinários ainda durante este mês de abril e também uma campanha nas redes sociais, através do #amarelareamar, convidando as pessoas a acessarem o site da campanha: www.amarelareamar.com.br e descobritem mais sobre a doença.
O foco principal é a saúde dos gatos, já que a incidência da DRC neles é alta e seus tutores não têm o costume de levá-los periodicamente ao veterinário. A doença pode ser fatal e é uma das principais causas das idas dos felinos ao consultório, atingindo aproximadamente 60% dos gatos idosos.
Bruna Tadini, médica veterinária especialista da Elanca, explica que a DRC pode também atingir animais jovens. "Em alguns casos a doença surge no animal ainda filhote, por este ter uma estrutura renal alterada. Em outros casos é devido a alguma medicação ou por doenças. Mas o mais comum é por causa da idade. Por ser uma doença silenciosa, é importante fazer os exames periódicos desde filhote. A consulta pode ser feita anualmente, junto com a vacinação. Para os animais idosos gatos a partir dos 10 anos, assim como os cães de raças menores e a partir dos 5 anos para os cães de raças maiores, o exame deve ser feito a cada seis meses", afirma.
Segundo os especialistas, os sintomas da doença renal crônica costumam aparecer quando esta já está bem avançada. "Um gato com o problema normalmente apresenta sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar, algo como se 2/3 dos rins não estivessem funcionando", sinaliza Luciano Henrique Giovaninni, veterinário nefrologista da FMVZ/USP. Entre os sinais mais comuns estão perda de peso, aumento da sede e do volume de urina, diminuição do apetite, diarreia, vômito, queda de pelo e infecções urinárias.
Entre os exames necessários para o diagnóstico estão os de sangue, urina e aferição da pressão arterial, mas um ultrassom também pode ser solicitado. Bruna diz que através do exame de imagem é possível perceber alterações nos rins mesmo quando os outros exames ainda nem apontaram alterações. "Através dele podemos perceber em que fase da doença o animal está", aponta.
Para o tratamento são indicados medicamentos orais que podem retardar a evolução da doença. "Não é possível prevenir a DRC, nem com dietas especiais, mas o veterinário pode indicar dietas comerciais ou caseiras que ajudam caso o animal tenha alguma alteração nos exames", diz Bruna.


