ESPAÇO PET - Bem cuidados e quentinhos
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Depois do frio extremo dos últimos dias, a tendência é de que o inverno continue com temperaturas bem baixas. Nunca é demais lembrarmos dos cuidados com os pets para evitar resfriados, falta de ar e até mesmo dores relacionadas a problemas osteoarticulares, como artrose ou hérnia de disco, principalmente em animais idosos.
Segundo Fernando Luersen, veterinário da DrogaVET, uma das primeiras precauções para os donos de cachorros é evitar passear com eles nos momentos mais frios do dia, por exemplo, no início da manhã e ao final da tarde. "O choque térmico entre a temperatura de casa e o ar frio na rua deve ser evitado. Mesmo os cachorros com muita pelagem sentem a oscilação e podem pegar friagem", alerta o especialista.
Outra forma de ajudar os pets a se isolar do frio é não deixar as gaiolas, casinhas ou caminhas diretamente no chão ou coladas na parede. "É recomendado manter as gaiolas penduradas pelo teto, forradas com jornal, com casinhas instaladas para as aves, lembrando de cobri-la durante a noite. Já as casinhas e caminhas de cães e gatos devem ser alocadas em cima de um estrado", afirma o veterinário. Para os peixes a recomendação é se certificar que o aquecedor está funcionando corretamente e, se necessário, colocar até um sobressalente.
Luersen explica ainda que para as raças de cães e gatos com pelagem curta recomenda-se o uso de roupinhas. Já para os animais de pelagem longa, deve-se evitar fazer tosa muito curta. "Durante o inverno, a indicação é para que se faça apenas a tosa higiênica, pois os pelos dos animais os protegem das intempéries, funcionando como isolante térmico natural", salienta o profissional. Durante o dia a dica é ver se o cão está incomodado com a roupa, já que muitos aproveitam o sol para se esquentar e podem ficar desconfortáveis.
Para os cães que não ficam dentro de casa, o ideal é ter um local coberto e protegido para que possam se abrigar nessas situações. "Mesmo no inverno, é comum que saia sol. Nesses casos, é importante levar o pet para passear e tomar banho de sol, aproveitando o mormaço", complementa o especialista.
Assim como em todas as estações do ano, no inverno também é imprescindível a checagem das vacinas. "Estando com a imunidade baixa, o animal fica mais propenso a adquirir doenças. Por isso, recomenda-se a visita ao veterinário para um check-up", alerta Luersen.
Além das doenças listadas anteriormente, nos cachorros é bastante comum, nesta época do ano, a traqueobronquite infecciosa, também conhecida como gripe canina ou tosse dos canis. "O principal sintoma é a tosse seca, parecida com situações em que o animal está engasgado. Ela é causada principalmente por infecções virais ou bacterianas e é mais comum na época de frio, por isso a necessidade de manter os locais onde os cães ficam isolados de correntes de vento, mas sem prejudicar a circulação do ar, evitando a instalação desses vírus e bactérias no ambiente", explica o veterinário.
Assim como a gripe humana, a traqueobronquite infecciosa também é transmitida entre os animais. Por isso, se o seu cão apresentar esses sintomas, o ideal é que não tenha contato com outros.
Já no caso dos gatos, a doença mais comum no inverno é a rinotraqueite, que apesar de ser corriqueira em filhotes, também pode atingir animais de todas as idades. "Os sintomas são secreção no nariz e nos olhos, certa dificuldade na respiração, febre e também desidratação. As principais formas de prevenção são: manter as vacinas em dia e evitar o contato com animais doentes", afirma o veterinário. Desta forma, quem tem mais de um gato em casa deve ficar atento ao fato de ser uma doença transmissível por contato direto. "Os recipientes de água e comida do gato doente devem ser separados", observa Luersen.




