A veterinária Sônia Fatel Filla informa que algumas medidas simples, como uma boa olhada nos dentes do animal pelo menos uma vez ao mês, e outras não tão simples assim – uma escovação caprichada a cada dois dias – podem prevenir o acúmulo de tártaro. O ideal é que esta prática seja iniciada nos primeiros meses de vida do animal. Assim, ele se tornará mais receptivo. Para quem pensa em tentar mesmo depois de alguns anos sem o hábito, uma idéia é tentar pegar o bicho pelo estômago: existem pastas dentais com sabores de carne e frango.
  A empresária Fabíola Ancioto, 22 anos, escova os dentes do poodle Puppie, de três anos, durante os banhos semanais. A prática é ‘‘sagrada’’ e começou depois que ela descobriu os efeitos desagradáveis do acúmulo do tártaro na poodle Lani, de 10 anos. ‘‘Notei o problema por causa do hálito. Achava que ela estava suja, mas o mau cheiro vinha da boca’’, lembra.
  Além do hálito, outros sintomas e ações do animal podem denunciar problemas dentários: salivação, preferência por locais gelados para deitar, mania de passar a pata no focinho e de mastigar de um lado só, além da diminuição da alimentação e da presença de feridas embaixo do olho – o que geralmente é confundido com problema de pele. ‘‘Os gatos apresentam ainda estomatites (inflamação gengival)’’, avisa Sônia.
  Outros motivos que levam os bichos ao dentista são as fraturas, sobretudo em animais de grande porte. ‘‘É bem freqüente em pitbulls durante os exercícios de adestramento com excesso de força; em cães de guarda que mordem o portão e também durante brigas’’, enumera a veterinária. Embora mais raros, problemas ortodônticos também podem ocorrer. A causa, geralmente, é malformação genética. ‘‘Um dente mal posicionado pode atingir o palato e causar perfuração’’, exemplifica ela. Sim, já existe aparelho ortodôntico para cachorro, mas não vá pensando em latidos e rosnados prateados. O ‘‘acessório’’ é colocado na parte interna dos dentes. ( RV)

mockup