Escolha
certa
Conservado sempre na posição horizontal, o vinho não pode sofrer mudanças bruscas de temperatura. O ideal é em torno de 15 graus, mas pode tolerar até 22 graus. Já na hora de servir, todo o cuidado é pouco. ‘‘Se a temperatura ambiente for acima de 22 graus, o vinho deve ser resfriado para que venha à mesa com, no máximo, 18 graus’’, explica o advogado Guilherme Rodrigues, um enófilo de primeira. ‘‘Acima de 20 graus, o vinho se desestrutura. O álcool evapora depressa e os demais componentes perdem o equilíbrio’’.
Outro alerta importante dado por Guilherme é com relação ao copo. Sempre muito limpo, para não alterar o sabor da bebida, deve ser largo na base, de pé alto e ligeiramente mais fechado na borda‘‘. E o mais importante, nunca se deve enchê-lo até a boca. O ideal é que o conteúdo não ultrapasse a metade’’, explica o especialista.
TendênciaDe acordo com Guilherme, a tendência do momento é para os vinhos que têm a melhor relação entre qualidade e preço - os chilenos e os portugueses estão nessa categoria atualmente. O alemão de garrafa azul, mesmo mais barato, começa a perder espaço, devido a grande variedade que invadiu o mercado nos últimos tempos. ‘‘Quanto mais escura a garrafa, mais o vinho é protegido da luz e melhor a qualidade. O mito das garrafas azuis está sendo derrubado justamente por causa disso’’, revela Guilherme.
Agora, se a idéia é experimentar novos vinhos, valem algumas dicas. Primeiro, eles só devem ser comprados em lojas e supermercados que tenham, acima de tudo, boas condições de armazenamento. Mas a tradição das regiões produtoras também serve como uma garantia. As mais famosas são as de Douro, em Portugal; Rioja, na Espanha; Toscana, na Itália; Rhone, na França.
O segredo para não errar nunca, segundo Guilherme, ‘‘é que quem toma o vinho goste dele, de sua intensidade, complexidade e harmonia. E isso depende, principalmente, da qualidade da uva e do processo bem conduzido de vinificação’’. (V.A.)

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