No Colégio Marista, que também atende crianças da pré-escola, muitos alunos vêm de fora, encarando uma nova realidade, quando se deparam com a estrutura física do local. A chegada desses novos integrantes acontece durante todo o ano, de acordo com a diretora educacional Marize Rufino, que faz questão de salientar: ''O choque pedagógico inexiste. O que acontece é o impacto do prédio, do espaço físico''.
Apesar da grande estrutura, o colégio mantém uma área reservada para os pequenos. Os intervalos também são diferenciados, mas isso não impede o contato com alunos mais velhos, que acabam circulando pelo colégio.''É um trabalho de transposição, de adaptação ao novo espaço'', lembra Marize.
Para os que vêm de fora, o colégio apresenta a escola para os pais e a criança, antes mesmo das aulas começarem, apresentando a metodologia e o material pedagócico que será utilizado em sala. E o mais importante: independente do aluno ser da própria escola ou de fora, todos passam pelo processo de acolhida.
Nesse processo, os alunos são recebidos com algum tipo de atração, que pode ser musical, com brincadeiras, além de mensagens de acolhida feita pelas caixas de som do colégio. O professor também entra em sala cinco minutos antes do aluno. ''Quando a criança entra na sala já é recebida pelo professor, que também faz um trabalho de conquista, criando um vínculo afetivo com o novo aluno''.
A intenção, de acordo com Marize, é tornar o ambiente agradável ao aluno. ''Assim como é importante você se sentir feliz no ambiente de trabalho, as crianças precisam se sentir felizes e gostar da escola. Aqui é o local de trabalho delas, tem que ser agradável''.
O contato de toda a equipe pedagógica é mantido ao longo do ano e os próprios alunos são preparados para receber novos colegas. Apesar de todo o trabalho desenvolvido, a coordenadora afirma que o impacto da mudança acontece. ''É o impacto do primeiro dia, mas o processo é tranquilo e eles têm uma facilidade de adaptação muito grande'', conclui. (M.O)

mockup