O aumento de crianças e adolescentes portando celulares está obrigando as escolas a criar novas regras, para que o aparelho não atrapalhe as atividades educativas. No Colégio Marista, por exemplo, os alunos podem entrar com o celular, mas o aparelho deve permanecer desligado dentro da sala de aula. ''Se o aluno esquecer, e o celular tocar durante a aula, o professor está autorizado a pegar o aparelho e entregar na secretaria'', informa Marize Rufino, diretora educacional.
Ela acrescenta que, nesse caso, a coordenação devolve o aparelho para os pais e relata o ocorrido. ''A direção do colégio fez esse acordo com os alunos e eles estão obedecendo, por isso, até o momento, não precisamos proibir que eles tragam o celular para dentro do colégio'', afirma Marize. Ela ressalta, no entanto, que os estudantes não precisam do aparelho dentro da escola. ''Nós temos aqui dois telefones públicos à disposição dos alunos'' informa.
Para o professor Alderi Ferrarezi, diretor do ensino médio do Colégio Universitário, a direção proíbe que os alunos entrem ou usem o celular dentro do colégio. ''Sabemos que muitos entram, até porque não vamos chegar ao extremo de revistar o aluno, mas se ele for pego usando o aparelho dentro do estabelecimento recebe uma advertência'', avisa.
Alderi Ferrarezi diz que o aluno não precisa de celular no colégio. ''Aqui nós temos telefones públicos à disposição dele. Além disso, se os pais precisarem falar com o filho, basta ligar para a secretaria. Se for coisa urgente, vamos chamá-lo na sala, caso contrário, anotamos o recado'', informa.
No Colégio Estadual Vicente Rijo, o maior de Londrina, o uso do celular só é permitido no pátio. ''Nos corredores e em sala de aula é proibido'', garante o diretor Carlos Ricardo Caslavsky. ''Apesar do grande número de alunos que tem celular, este ano não tivemos nenhuma problema. Eles têm respeitado as regras'', diz.
A Escola Saint James, de 1 a 4 séries, é mais rigorosa: ''Não permitimos que o aluno entre com o celular porque entendemos que escola não é lugar para isso'', diz a diretora Márcia Kobayashi. Ela ressalta que mesmo que a criança não use o aparelho, a simples posse do celular cria uma disputa, colocando aqueles que têm numa posição de destaque. ''Isso não é compatível com o ambiente escolar'', defende a diretora. (C.M.)

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