Escola high tech
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
''Os alunos estão cansados do sistema professor, quadro e giz. É preciso trazer para eles algo novo, que desperte o prazer de estudar, de vir para a escola''. A afirmação é do professor de matemática Edmilson Vicente Leite, que há 25 anos dá aulas em Londrina, e agora encara um novo desafio: montar um colégio na cidade e assumir o cargo de diretor administrativo da instituição.
Uma tarefa bastante desafiadora, uma vez que a concorrência é grande e fazer a diferença nesse tipo de mercado leva tempo. ''Tínhamos o desejo de criar a escola dos sonhos. Não queríamos ser apenas mais um colégio. Pensamos muito antes de começar e optamos por trazer a tecnologia no ensino para Londrina'', afirma ele, que se associou a outros sete professores para o novo Colégio Portinari.
Realmente, tecnologia é a palavra forte quando se fala do Portinari. O colégio adotou o sistema COC de ensino, desenvolvido há 43 anos em Ribeirão Preto (SP) e já bastante popular em todo o País. ''Hoje, o COC atende cerca de 250 mil alunos em mais de 200 cidades do Brasil e do Japão. Há nove anos, eles começaram a incluir a tecnologia no sistema, e isso nos chamou muito a atenção'', conta o professor Edmilson.
A novidade já começa quando o aluno recebe o material didático: cada livro vem acompanhado com um CD-ROM cheio de opções interativas de estudo. ''São três livros por bimestre, um com o conteúdo de humanas, outro para exatas e biológicas e outro para tarefas. No CD-ROM, o aluno tem todo o material impresso com recursos de caixa de texto para termos que ele não conheça, ampliação de fotos e Ver Mais, que é um link para o site do COC com informações extras sobre o assunto e plantão on-line com os professores para tira-dúvidas'', explica.
A internet também é uma ferramenta para o controle dos pais sobre os estudos dos filhos. Segundo o diretor, pelo computador os pais têm acesso às tarefas passadas aos filhos, notas e trabalhos. ''Cada professor, aluno e pai tem uma senha de acesso para determinadas informações. Para quem tem uma vida corrida, a internet ajuda a acompanhar o desenvolvimento dos filhos'', comenta.
Além dessa ajuda em casa, as novidades também estão na escola. Uma sala em 3D fica à disposição dos professores para as mais variadas atividades. ''Ela pode ser usada pelo professor de ciências, por exemplo, para ensinar o sistema circulatório, com o aluno 'navegando' pelo corpo humano, ou estudar velocidade em física simulando uma viagem de avião. Isso torna as aulas mais interessantes e o aprendizado mais fácil. As aulas vêm prontas para o professor, mas ele também tem a possibilidade de montar a sua própria'', afirma Edmilson.
Para equilibrar com tanta tecnologia, o Portinari também pretende passar para os alunos educação ambiental. Dispondo de uma área verde ampla, o colégio terá uma fazendinha e trilha ecológica. ''Na fazenda teremos fogão à lenha e um rancho. O objetivo é levar os alunos a vivenciar culturas. Se estiverem estudando região sudeste do Brasil, por exemplo, eles podem fazer um almoço com comida mineira. Nosso objetivo é levar a formação humana e cristã para nossos alunos e, assim, estimulá-los a estudar'', explica o diretor.
Outras atividades também estão incluídas nos contra-turnos, como oficina de basquete, vôlei, futsal, capoeira, taekowdo, pintura, xadrez e dança. ''Teremos opções de esportes para os pais nas noites de quartas e sextas-feiras, com o objetivo de integrá-los ao ambiente escolar'', afirma.
E tanta novidade está surtindo efeito na comunidade. Com a idéia inicial de abrir uma turma para cada série do ensino fundamental e médio, o início das matrículas mudou os planos. ''Nossas classes são reduzidas, com 36 alunos por turma de ensino médio e apenas 20 no fundamental, para facilitar na disciplina e orientação. Com certeza teremos de aumentar o número de turmas para comportar os interessados'', garante Edmilson.


