O neurologista Luís Sidônio explica que não se deve confundir Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) com Esclerose Múltipla. ''São duas doenças bem distintas. Ao contrário da ELA, a esclerose múltipla não é degenerativa, mas desminilizante. Há um ataque do próprio organismo à bainha, espécie de capa que envolve o nervo. Por um motivo ainda desconhecido, o sistema imunológico vê a bainha como inimiga e começa a destruí-la'', explica.
O médico diz ainda que a doença pode atacar pessoas de qualquer idade, no entanto, é mais comum na faixa entre 40 e 60 anos. ''No Brasil ocorre um caso por ano a cada 200 mil pessoas. É uma doença de maior incidência nos países de clima muito frio. E, ao contrário da ELA, é mais comum em mulheres''. De acordo com o neurologista, a Esclerose Múltipla tem uma influência genética. ''Por exemplo, se um gêmeo tiver, as chances do outro ter é grande. Mas sabe-se também que o fator ambiental é um desencadeador da doença'', observa.
Ele ressalta que a patologia pode aparecer em forma de surto ou lentamente. ''Os sintomas são cegueira, vertigem, perda da coordenação motora, da sensibilidade, da força muscular e do equilíbrio. Não há como prevenir, porém, seu diagnóstico é fácil, pois os sintomas são bastantes visíveis'', afirma.
Luís Sidônio ressalta que a doença tem tratamento, mas o custo é alto: cerca de mil reais por mês. ''São usados os medicamentos Interferon e Gladiramer, na forma de injeções aplicadas na pele''. A boa notícia é que a Secretaria da Saúde do Estado Paraná fornece o medicamento gratuitamente através do Hospital de Clínicas da UEL. ''O paciente precisa passar por uma triagem para receber o medicamento'', informa. (C.M.)

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