Equilíbrio na infância
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sexta-feira, 01 de novembro de 2013
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
A maternidade e a paternidade são um desafio principalmente nas primeiras semanas em que o bebê precisa de muitos cuidados e os pais, na maior parte das vezes, têm dificuldades de identificar se o motivo do choro insistente é fome, dor ou sono. Nestes casos, a medicina chinesa com suas técnicas que buscam equilibrar e fortalecer o organismo - pode dar a sua valiosa contribuição.
Um exemplo é a acupuntura, que é vista pelo Conselho Federal de Medicina como um método terapêutico complementar. Adultos, crianças e até bebês podem ser tratados com o estímulo de pontos adequados no organismo. De acordo com a médica e acupunturiatra Beatriz Tamura, quanto mais cedo os desequilíbrios energéticos forem acompanhados e corrigidos, mais forte, resistente e sadio será o indivíduo. E por este motivo a acupuntura pode ser aplicada com segurança em bebês.
"A técnica é indicada até para crianças recém-nascidas, o tratamento é feito de forma lúdica, completamente indolor e os resultados são físicos e emocionais", salienta. Para tratar os bebês, Beatriz explica que as agulhas são deixadas de lado. "Optamos pelo uso de sementes, esferas metálicas e laser. A técnica pode ser complementada com auriculoterapia (uso dos pontos das orelhas), moxaterapia (calor) ou ventosaterapia (sucção), dependendo do caso", elenca.
Além de regular o sono, melhorar o funcionamento intestinal, aliviar cólicas abdominais e melhorar o sistema imunológico, a acupuntura também pode ser utilizada para prevenir problemas de saúde. "As doenças pulmonares e infecções em recém-nascidos e prematuros são responsáveis por grande parte da morbidade e mortalidade em bebês internados em uma unidade de terapia intensiva. A acupuntura pediátrica preventiva objetiva diminuir a incidência de doenças e fortalecer o sistema imunológico", aponta. Os resultados visualizados em bebês e crianças são considerados ótimos pela médica, especialmente quando a acupuntura é utilizada para tratar casos de asma, hiperatividade, déficit de atenção e aprendizado, enurese noturna, ansiedade, alergias e outras patologias.
De acordo com a médica, é indicado que a mãe também seja tratada paralelamente à criança pois, segundo ela, a organização da saúde física e emocional da mãe e do filho promove um equilíbrio energético entre os dois que resulta em melhores resultados terapêuticos. "Geralmente nas crianças que têm uma história de gestação tranquila, parto sem complicações e sem antecedentes familiares de doenças crônicas, o resultado costuma ser até mais rápido do que nos adultos", aponta.
A médica acrescenta que o bebê acompanhado na acupuntura não irá permanecer com desequilíbrios crônicos. "Isso favorece o crescimento de forma mais sadia, imunologicamente e emocionalmente mais resistente às exposições do dia a dia", destaca.
Horários
Para tratar um bebê com acupuntura é preciso respeitar os horários de sono e de refeição dele. A médica afirma que a criança pode ficar no colo da mãe ou do pai durante a sessão e alguns brinquedos podem ser utilizados para distrair o paciente. "Quando a criança é mais velha ela participa do processo de colocação dos materiais, dos estímulos destes pontos e isso colabora com a resposta ao tratamento", afirma. O estímulo dos pontos em casa é importante e deve ser feito pelas pessoas que cuidam do bebê. "Colocamos adesivos com esferas ou sementes e a mãe pode massageá-los rotineiramente para a melhora na evolução da criança", explica Beatriz. Na criança, como no adulto, o tratamento com acupuntura inicia-se semanalmente e pode ser espaçado conforme a melhora do quadro.


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