Segundo a família Tauil da Costa Branco a viagem para a França trouxe grandes aprendizados para todos, porém, quem mais colheu frutos da experiência foi a filha mais nova, Renata. Conforme Helenida, a caçula da família, na época com 14 anos, amadureceu muito com a experiência. "A mudança mais gritante foi a da Renata. Aqui em Londrina ela não fazia quase nada sozinha, porque tínhamos receio de que acontecesse alguma coisa, e lá ela pôde se virar."

Como a família demorou um período para conseguir um apartamento, Renata acabou sendo matriculada em uma escola distante de casa. "Ela precisava pegar o metrô, mudar de linha, não era muito fácil. Levava uns 45 minutos para chegar na escola, mas ela aprendeu a se virar", comenta Helenida. Na escola francesa, Renata ingressou em uma turma de francês para imigrantes, mas em pouco tempo já estava frequentando as aulas regulares com os franceses. "Os próprios professores se surpreenderam, ela conseguiu se adaptar muito rápido", conta Carlos José.

Para Renata, a experiência trouxe mais independência. "Ter que se virar muito sozinha fez com que eu deixasse de ser tão grudada com a minha mãe. Além disso, eu tinha muita vergonha de tudo e fui perdendo isso." (B.Q.)

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