Entre no tubo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Angela Raizer Barbosa<br> Reportagem Local 
Curto e justo como uma bandagem ou descolado do corpo, acinturado, tomara-que-caia, com ou sem mangas, de ombros marcados, o tubinho é um clássico sempre renovado. Quase todos os estilistas apresentaram uma releitura nas coleções deste ano, muitos inspirados no francês Hervé Léger, que na década de 80 criou o famoso bandage dress, feito de tiras elásticas, que foi relançado pela marca, agora sob o comando de Max Azria. A peça virou febre tanto nas passarelas como nos reds carpets e festas descoladas.
Básico, o vestido tubo original foi apresentado pela primeira vez por Coco Chanel em 1926. Sua simplicidade arrasadora para a época fez dele um clássico no guarda-roupa feminino. Na sequência vieram as criações de Dior, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Dener, Hervé Léger, Givenchy, entre outros. Aliás, foi Givenchy quem assinou o pretinho imortalizado por Audrey Hepburn no filme ''Bonequinha de Luxo'', de 1961. Em 2006, esse vestido bateu todos os recordes ao ser leiloado pela Christie's de Londres.
Já Yves Saint Laurent entrou para a história ao criar, em 1983, os icônicos tubos com estampas quadriculadas inspiradas nas telas de Mondrian.
Versátil, o tubinho vai com tudo. Chique à noite, casual no dia a dia e um curinga em todas as estações. Paletós, jaquetas, casaquetos, cardigãs, boleros, trench-coats e cintos possibilitam certeiras sobreposições e até disfarçam possíveis imperfeições. Quanto aos modelos muito justos, só se arrisque se estiver com tudo em cima.
Nas fotos, as criações para a Primavera-Verão 2010 apresentadas na última semana na Mercedes-Benz Fashion Week, em New York, e na London Fashion Week, que começou segunda-feira na capital inglesa.


