Ensinar filhotes é mais trabalhoso
Há quase dois anos a advogada Caroliny Freitas Guimarães recolheu a cadela Lia, uma pit bull, das ruas. Já adulta, a cachorra era "pele e osso", na descrição dela, e hoje está saudável e feliz. A advogada conta que foi uma escolha resgatar, cuidar e adotar o animal. Em janeiro deste ano, foi a vez da cadelinha Jolie, uma SRD (sem raça definida) ser acolhida. Coberta de sarna, hoje ninguém a reconhece ao ver a cadela peluda que se tornou. Segundo avaliação veterinária, ambas têm por volta de 4 anos.
"Acredito que o animal adulto tenha uma ligação maior conosco. Nós escolhemos ficar com eles, não pensamos em adotar filhotes. Sabemos que eles dão um certo trabalho", explica. Segundo Caroliny, por ter sido muito maltratada, Jolie tem uma personalidade mais retraída e só se revela para os donos. Já Lia é curiosa e fica eufórica com as visitas.
A advogada também ressalta outra vantagem em ter adotado as cadelas já adultas: a facilidade com que aprenderam o lugar correto de fazer xixi. "A Lia só faz na grama, mesmo quando está chovendo ela faz o possível para ir o mais perto possível do jardim. A Jolie precisamos ensinar, mas foi muito fácil. Elas também nunca destruíram nada, como sapatos, meias e móveis. Ensinar filhotes é mais trabalhoso, vejo pelos meus amigos que estão educando um e precisam ter muita paciência. Se a pessoa não tem muito tempo ou não está preparada, é melhor adotar um animal mais velho", diz. (E.G)






