Enfrentando o frio
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de julho de 1998
Jossânia Navolar 
O aquecedor à resistência deve ser usado por pouco tempo e sempre com uma bacia dágua ou uma toalha molhada no ambienteDias rigorosos de inverno podem ser um verdadeiro tormento para muitas pessoas. Em nossa região, a falta de lareiras e de sistemas de calefação colaboram para que atividades comuns como levantar da cama, tomar banho ou simplesmente trocar de roupa se tornem enormes sacrifícios.
Assim, condicionadores de ar e aquecedores de ambiente surgem como soluções atraentes para enfrentar esse frio. O grande receio, no entanto, é o quanto esses equipamentos podem ser prejudiciais à saúde. Em função de preço, consumo de energia e facilidade, os aquecedores portáteis surgem como uma das primeiras alternativas. Cada vez mais baratos e sofisticados, a maioria dos aquecedores domésticos encontrados no mercado não fazem mal à saúde, desde que usados com critério.
Circulador de ar, a versatilidade da Mallory
Segundo o médico pneumologista Denison Noronha Freire, os modelos à resistência devem
ser usados por pouco tempo e, de preferência, com uma bacia pequena de água ou uma toalha molhada no ambiente. É preciso cuidado. Todo aquecedor que queima o oxigênio não faz bem à saúde e irrita as vias respiratórias, explica.
Já os aquecedores a óleo não fazem mal, desde que não tenham cheiro. Os que têm cheiro podem funcionar como desencadeadores de crises para quem sofre de asma ou rinite alérgica, alerta. Quanto ao circulador de ar quente, um dos preferidos pela versatilidade (ar quente e frio), o médico concorda que ele dificilmente faz mal, porém contesta a teoria de que esse aparelho possa matar qualquer microorganismo presente no ambiente. Não fazer mal, não significa, necessariamente, que faça bem ou que funcione para esterilizar um ambiente, lembra ele.


