Energia através das mãos
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quinta-feira, 27 de setembro de 2001
Celso Mattos 
Existe um velho provérbio que diz ''o destino está em suas mãos'', como se nelas estivesse nosso futuro. Apesar de ser uma figura de linguagem, existem muitas terapias alternativas que usam as mãos como instrumento para repassar energia e retirar maus fluidos. As mesmas mãos que tocam, acariciam, doam e constroem também são usadas para aliviar e transmitir energias positivas. Afinal, é na ponta dos dedos que estão impressas as linhas de nossa identidade e o nosso código genético.
É justamente nessa vitalidade das mãos que se concentra o reiki, uma técnica de cura através das mãos, que procura colocar corpo, mente e espírito em harmonia. ''O reiki promove uma limpeza no organismo, desperta a tranquilidade, a paz e o sentimento de proteção'', afirma a pedagoga Francisca de Assis Maron (mais conhecida como Shannty), de Belo Horizonte. Há mais de 20 anos, ela vem se dedicando ao estudo de educação e saúde, ministrando cursos sobre reiki, canalização, alma gêmea e campo áurico em Belo Horizonte, Buenos Aires e Londrina.
Shannty explica que o reiki alinha e restaura o corpo físico, psiquíco e espiritual para que a pessoa possa receber a energia que vem da natureza. ''É uma técnica que procura ver o ser humano de forma holística, em sua totalidade'', acrescenta. Entretanto, ela ressalta que o reiki não tem a pretensão de substituir a medicina alopática. ''É um tratamento complementar para as doenças físicas e psicológicas. É uma técnica muito utilizada no combate a distúrbios como depressão e síndrome do pânico'', informa.
Aplicação O reiki não é uma energia polarizada, mas universal, que age em todo o corpo. Portanto, sua aplicação é bastante ampla. ''Ele ajuda a alinhar corpo e pensamento, ajudando as pessoas, por exemplo, que precisam prestar concursos e defender teses''. Segundo Shannty, ao promover uma harmonia entre corpo, mente e espírito, o reiki deixa a pessoa em paz com a vida, melhorando seu desempenho em todas as áreas.
Essa técnica não é nova. Ela existe há mais de 2.500 anos, mas foi redescoberta no final do século 19 pelo japonês Mikao Usui. Seu campo de atuação se concentra em sete chackras básicos: frontal, laríngeo, cardíaco, plexo solar, coronário, sacro e básico. ''Esses chackras funcionam como centros enérgicos. É por meio deles que o corpo dos seres vivos troca energia com o exterior'', explica Shannty, acrescentando que 90% das doenças não começam no plano físico, mas no psicológico e espiritual. ''Por isso, devemos procurar uma harmonia entre esses planos'', afirma.
Shannty vem a Londrina frequentemente (ela ficará na cidade até início de outubro e deverá voltar em janeiro), para dar cursos, orientar grupos de cura e vivências e também dar consulta individual.


