Empresas em festa
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Final de ano está chegando e, com ele, as festas de Natal, Ano Novo e as tradicionais confraternizações de empresas. Momento em que os funcionários e patrões se unem num clima mais descontraído, com direito a piadas, amigo secreto e até alguns exageros por parte dos mais saidinhos. Na maioria das vezes, essas festas acontecem com jantares organizados pelas empresas em chácaras ou associações desportivas, mas outras opções já começam a ganhar espaço entre os festeiros.
De acordo com Carla Sehn, proprietária do restaurante Alameda, existem excelentes bufês na cidade que funcionam bem para atender grande número de pessoas mas, muitas vezes, as reuniões são para pequenos grupos, que optam por locais menores. ''No nosso caso, o máximo de pessoas que atendemos é 140, e a partir de 40 participantes já podemos fechar a casa. Recebemos muito grupos de empresas que querem fazer reuniões de final de ano, ou de negócios e até famílias que vêm comemorar noivados, aniversários. Por ser um lugar menor, o clima fica mais aconchegante e ajuda a unir as pessoas, que podem escolher a música ou até trazer uma banda para tocar aqui'', comenta.
Outra vantagem da casa é a possibilidade de escolher desde cardápios mais sofisticados até aperitivos. ''Estamos vendendo bem essa idéia de ao invés de fazer um jantar, as empresas optarem pelo happy hour. Temos várias opções de rodadas de aperitivos e a ocasião fica mais informal do que um jantar. Mas a refeição top da casa também é muito solicitada por grupos menores e reuniões de diretoria'', diz Carla. Os preços podem variar de R$ 12 (rodada de aperitivos) até R$ 25 (refeição completa por pessoa).
Outra opção bem procurada nessa época do ano são as churrascarias. Segundo o gerente da Vento Sul, Paulo Ricardo Boni, a maioria das reservas para o final de ano é de empresas. ''Temos capacidade para 260 pessoas no salão principal e 80 no salão reservado. E estamos construindo outro espaço com capacidade para 700 pessoas que será destinado apenas para grandes eventos. Dessa forma não precisamos fechar a casa para o público normal'', afirma. Para ele, a vantagem de se procurar um restaurante é a praticidade. ''A pessoa não tem que se preocupar com nada, só com decoração, caso queira fazer algo diferente'', explica. A casa funciona no sistema de rodízio e os preços variam de R$ 18 a R$ 40 por pessoa.
Mas se a empresa quer inovar mesmo e levar um pouco de arte e cultura para o encontro, o restaurane Tomate Seco Café Teatro é a escolha. O proprietário da casa, Arnaldo Falanca, diz que as festas de empresas não são o forte do restaurante, mas existem grupos que optam pelo local. ''Geralmente atendemos grupos pequenos, de até 50 pessoas, e não temos a opção de fechar a casa nos finais de semana, por respeito aos clientes habituais. Nosso púlico é diferenciado, por causa do preço, que não é muito popular, e porque existem as apresentações culturais que acontecem aqui. Geralmente os grupos que nos procuram são mais de diretores das empresas'', afirma.
Outro diferencial da casa é a opção dos clientes de levarem sua própria música e utilizar sistema de telão, além da parte externa, muito procurada no verão. ''Temos sempre algum tipo de programação musical, mas existe a possibilidade da pessoa trazer outra'', garante. Na escolha do cardápio, a empresa pode definir um prato pronto ou deixar que os funcionários escolham outras opções da casa. ''Tenho muitos grupos que vêm aqui para festas do amigo secreto, aniversário. Não cobro nada, apenas o couvert do artista do dia. Toda semana temos pelo menos um encontro marcado aqui'', comenta Arnaldo.
E seja qual for a escolha, todos os entrevistados concordam num aspecto: a música deve ser preferencialmente ambiente, para não incomodar ninguém. ''A empresa precisa conhecer seus funcionários para saber o que melhor agrada e deve tomar cuidado para não engessar a festa. O clima precisa ser leve e agradável'', lembra Carla. n


