A chegada das temperaturas mais baixas provoca uma grande mudança no guarda-roupa e empresas de cosméticos querem incentivar o brasileiro a aproveitar o clima frio para alterar também a escolha das fragrâncias dos perfumes usados no outono e inverno. A gerente de Cultura Olfativa da Natura, Danielle Barbizan, diz que o hábito de trocar as fragrâncias do perfume conforme as estações do ano é comum em países da Europa e Estados Unidos, mas não faz parte ainda da cultura do brasileiro.
Porém, a indústria acredita que mudar esta cultura, principalmente entre os moradores dos Estados do Sul, que percebem a mudança acentuada nas estações do ano, pode não ser tão difícil. Danielle Barbizan lembra que o Brasil é o maior mercado de perfumaria do mundo, à frente dos Estados Unidos, Alemanha, França, Rússia, Espanha, Reino Unido, México, Itália e Arábia Saudita. O crescimento do setor deve-se principalmente à ascensão social das classes D e E que migraram para a classe C, permitindo o acesso dessas famílias a pequenos luxos, como variar os itens de consumo de higiene e beleza.
O mercado internacional de perfumaria acompanha esse aumento de interesse da população pelos perfumes, basta verificar o número crescente de lançamentos que chegam ao mercado. Se em 1985 o mundo recebeu apenas 100 novos lançamentos de perfume, em 2010 chegaram às lojas mais de 800 novos nomes do produto.
No caso do inverno, a proposta é que os perfumes mais frescos, leves, com notas cítricas, frutadas e alavandadas descansem no guarda-roupa até a chegada do verão. O frio combina mais com caminhos olfativos marcantes, como as notas adocicadas e amadeiradas, as florais envolventes e sensuais.

Leia mais na matéria da repórter Adriana De Cunto exclusiva para assinantes da FOLHA.

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