Este tem sido um ano de muitas mudanças para Rebeca Rios Gonzalez, de 8 anos. Além de passar para o quinto ano na escola, ela deixou a mochila de rodinhas de lado e passou a usar mochila nas costas. A alegria da menina deixa a mãe, Paula Gonzales, empresária de 42 anos, preocupada. "No primeiro dia de aula tirei uma foto dela com a mochila nas costas na frente da escola e percebi que ela estava com a coluna encurvada para a frente por conta do peso", comenta. A mãe sabe que o excesso de peso pode atrapalhar o desenvolvimento postural dos filhos.
Para ela, o filho mais velho, Juan Pablo Rios Gonzalez, de 14, caminha com os ombros posicionados muito para a frente. "Eu não sei se isso tem relação com o uso da mochila, mas acredito que pode ter uma influência, já que ele sempre carregou os materiais da escola nas costas", aponta Paula. Ela complementa que está buscando atendimento fisioterápico para auxiliar o filho na correção da postura. No caso de Rebeca, ela afirma que vai esperar um pouco mais antes de buscar ajuda. "A minha filha faz balé e tem uma boa postura, este é o primeiro ano dela com a mochila nas costas, vou observar para ver se esta questão vai interferir na postura e se será necessário fazer acompanhamento", complementa.
Paula diz que costuma reparar na postura dos filhos. "Eu oriento que eles fiquem sentados certinho, com os ombros para trás", destaca. Para ela, as escolas deveriam ter estrutura adequada e incentivar o uso das mochilas com rodinhas. "Muitas instituições têm escadas, o que inviabiliza a utilização das rodinhas", conclui. (M.A.)

Imagem ilustrativa da imagem Empresária orienta os filhos
| Foto: Anderson Coelho
Paula Gonzales com os filhos Rebeca, de 8 anos, e Juan Pablo, de 14: "Muitas escolas têm escadas, o que inviabiliza a utilização das mochilas de rodinhas"
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