Após vestir gerações, acompanhar de perto muitas mudanças no setor da moda e se adequar às inúmeras alterações de mercado, a empresária Elisa Marlene Nemir, 71 anos, está saindo de cena do mundo fashion infantojuvenil. Com quase quatro décadas de trabalho, ela se prepara para se aposentar, encerrando as atividades de sua loja Maison Du Bebê, no centro de Londrina.

Admitindo o ''coração apertado'', ela relembra a longa trajetória, que começou com a grife Pingo de Gente, cuja primeira loja aberta em 1974 na Rua Goiás esquina com a Rua Prefeito Hugo Cabral.

''Muita gente nos procurava. Lembro de ter vestido o governador Beto Richa, entre outras personalidades e pioneiros. Entre os primeiros clientes estava a família Garcia Cid. Vesti praticamente todos eles. Estavam sempre na loja'', relata Elisa, que hoje, com três filhos e quatro netos, decidiu fechar o seu negócio para ''descansar um pouco e aproveitar a vida sem tantos compromissos e responsabilidades.''

A moda infantil, segundo ela, passou por muitas alterações. ''Comecei costurando as roupas que vendia. Tinha uma pessoa que me ajudava. O tecido mais usado era o linho e as peças tinham bordados feitos à mão. Tudo era feito com muito capricho e sofisticação'', conta Elisa, ressaltando que com o passar do tempo as mães começaram a buscar praticidade.

Os vestidos cheios de babados, estilo ''princesa'', foram substituídos por peças mais leves. E, diferentemente de antes, não é comum encontrar um menino de terninho de tecido fino. Até mesmo em ocasiões formais, as crianças se apresentam mais à vontade, com conjuntos modernos e folgados.

Leia mais na matéria da repórter Paula Costa Bonini

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