Pesquisas divulgadas pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicaram que em 2010, para cada pessoa que abria um negócio por necessidade no Brasil, havia outros dois que resolveram ser empreendedores por oportunidade. A relação antes de 2003 era inversa, e começou a ser superior a 1,4 em 2007, até que o número dobrou – com tendência de manter ou aumentar essa relação com o passar do tempo. A mesma pesquisa, realizada em outros 17 países, apontou que no Brasil, entre os empreendedores iniciais, 50,7% são homens e 49,3% mulheres, e a principal faixa etária desses empresários está entre 25 e 34 anos.
A consultora do Sebrae de Londrina, Daniele Conte, que trabalha diretamente no atendimento de novos negócios e legislação, afirma que recebe muitos profissionais formados, que estão atuando na área, mas que pensam em abrir o próprio negócio. "As pessoas estão se formando muito cedo, então elas entram no mercado e percebem que não estão felizes. Quem errou uma vez, para não errar novamente, acaba procurando nossos cursos para pensar em uma oportunidade de empreendimento."
Outra parcela de clientes do Sebrae é composta por profissionais recém-formados. "Muitos jovens não veem mais o registro na carteira de trabalho como a única opção, e já migram para o empreendedorismo por oportunidade. Muitos jovens pensam e querem abrir a própria empresa", constata.
O Sebrae tem cursos mensais que auxiliam as pessoas a analisarem se tem perfil de empreendedores. "Se a pessoa avaliar que tem o perfil, ela ainda é auxiliada a fazer estudos de mercado, e enfim estruturar o negócio, avaliando custos e viabilidade do empreendimento", explica. Se não puder participar das turmas, o cliente pode optar por uma consultoria individual. "De qualquer forma, é melhor investir no curso e descobrir que não tem esse perfil do que abrir o negócio e ter que fechá-lo mais tarde", conclui. (P.B.O.)

mockup