Emocional bem resolvido ajuda a prevenir doenças
Nas últimas décadas, a investigação psicológica tem avançado para além dos problemas mentais, das dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu meio e da busca do auto-conhecimento, alcançando o terreno até então proibido das doenças comuns. Questiona-se, hoje, se aquela vida desregrada que inclui falta de exercícios, por um lado, e os mais diversos excessos, por outro , considerada a causa única da doença que se instalou, não seria, por si só, o resultado direto de um problema anterior, o desequilíbrio emocional. A doença do corpo seria, então, decorrente das dificuldades da alma.
Sob esse prisma, a psicologia assume um papel essencial na vida das pessoas que querem evitar doenças e, por isso, se preocupam em cuidar, primeiramente, de suas mazelas interiores. No livro Quem Ama não Adoece, publicado pela Best Seller, de autoria do médico cardiologista Marco Aurélio Dias da Silva, falecido em 2000, essa constatação ganha contornos mais definidos, a partir de um ponto de vista científico.
Médico conceituado, formado de acordo com os mais rígidos padrões da medicina tradicional, Marco Aurélio não se contentava com as respostas que o organismo de seus pacientes oferecia ao tratamento. Buscava mais, procurava o ser humano por trás da doença, e as causas psicológicas que os levavam a desenvolver problemas de saúde. Uma das conclusões a que chegou e que trata, de forma aprofundada no livro, é que pacientes emocionalmente equilibrados, com uma boa e intensa vida afetiva, têm mais chance de cura do que os outros; na verdade, esses pacientes têm até menores chances de adoecer. (A.S.)





