reproduçãoO adolescente não planeja ou pressente riscos. Ele simplesmente acredita que é capaz de driblá-los

A experiência médica revela que as férias representam um fator de risco para os adolescentes. Embalados pelo período de descontração, querem experimentar de tudo. E em se tratando de sexo, o grande problema é que acabam esquecendo dos métodos contraceptivos. Para a médica ginecologista Albertina Duarte, de São Paulo, apesar de os jovens estarem usando cada vez mais a camisinha, os casos de gravidez nesta faixa etária estão aumentando. ‘‘Nem sempre eles a utilizam. Outro problema é que o sexo está surgindo cada vez mais cedo na vida de nossos filhos’’, adverte.
Segundo a médica, a adolescência é um movimento de magia. O que acontece é que o período de férias representa uma situação nova, gerando no adolescente uma expectativa grande perante o inusitado. ’’Com certeza, esse clima de envolvimento, de estar livre dos estudos, conhecendo coisas e pessoas é um momento de descoberta, um momento mágico. O problema é que o adolescente não planeja ou pressente os riscos. Ele simplesmente acredita que é capaz de driblá-los. Sempre diz que nada vai acontecer com ele, que toma cuidado mas, na hora H, deixa-se levar pela emoção’’.
A recomendação de Albertina Duarte é que os pais falem de sexo com os filhos de uma forma descontraída e sem preconceitos. Numa conversa bem informal, ver se o filho tem a preocupação de utilizar métodos anticoncepcionais. Nas férias, eles ficam mais expostos. Os pais devem observar também se eles sabem conviver em grupo, porque quanto maior for a sociabilização, maior é o poder de troca, de reagir perante uma nova situação. O que os jovens não suportam é o falso discurso; é preferível que os pais conversem com sinceridade, demonstrando apoio e amizade.

mockup