Embalando o futuro
Ao comprar embalagens personalizadas para confecções e lojas em geral, os empresários podem ajudar na manutenção do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece). Há um ano, a escola mantêm um projeto que conta com 15 alunos especialmente treinados para produzir sacolas e caixas em papel kraft. Com uma máquina de corte e vinco, que garante padrão industrial às embalagens, a capacidade de produção chega a 10 mil unidades mensais.
A demanda, entretanto, é muito pequena. Atualmente, o projeto atende apenas quatro empresas: Nubia, San Rê, Sweetness e Regina Modas (de Bandeirantes). As pessoas ainda estão adquirindo essas sacolas em São Paulo, por não saber que elas são produzidas por aqui; não imaginam que um aluno de uma escola especial seja capaz de realizar esse tipo de trabalho, diz a professora Zenilda Sorje Gonçalves. De acordo com ela, as grandes indústrias do ramo só aceitam encomendas acima de cinco mil unidades, o que é inviável para as pequenas empresas. Temos a vantagem de atender encomendas menores, observa.
As sacolas em kraft produzidas pelo Ilece: demanda pequenaA produção mínima é de 100 sacolas por cliente. O preço depende da quantidade e do tamanho da estampa, feita em serigrafia. O prazo de entrega é, em média, de uma semana. As últimas 200 encomendas foram feitas em dois dias, informa Zenilda. Parte do lucro, em forma de incentivo, é repassada para os alunos que trabalham no projeto. Outra parte é utilizada na manutenção dos vários setores da escola, que conta com 250 alunos, distribuídos nas duas sedes: a do centro atende crianças entre 0 e 14 anos, oferecendo estimulação precoce, treinamento básico e alfabetização. Se tiver condições, o aluno é encaminhado ao ensino regular. A outra sede, na zona sul da cidade, atende os alunos maiores de 14 anos, com diversas oficinas que visam a formação profissional e a integração ao mercado de trabalho.
O aluno Devanildo: revelando-se expert em serigrafia, ele foi contratado pelo Ilece e hoje coordena a equipe que produz as embalagensO aluno especial Devanildo Jesus Maciel, 19 anos, é um exemplo dos bons resultados já conquistados pelo projeto. Revelando-se um expert em serigrafia, foi contratado pelo próprio Ilece, e hoje coordena a equipe que produz as embalagens. Tem carteira assinada e recebe um salário mínimo por mês.fotos: Paulo WolfgangO projeto conta com 15 alunos especialmente treinados para executar as várias etapas da produçãoRosângela Vale





