Tóquio - Dividi minha visita a Tóquio, a inebriante capital japonesa de 13 milhões de habitantes, em duas etapas. Logo na chegada, a cidade recepciona os estrangeiros como ninguém: sem filas na imigração e com funcionários educados, que não te olham com desdém ou fastio.

O trem, que conecta não apenas a cidade ao aeroporto, mas é um meio de transporte eficientíssimo, nos oferece um breve perfil da população. Homens de terno e gravata são onipresentes - os chamados salary man - , mulheres de tailleur e rosto lindamente maquiado, jovens de cabelo colorido. O nome das estações está também no alfabeto ocidental - o desafio vai ser se localizar ao sair delas, já que as ruas de Tóquio não têm nome.

Caminhar pela cidade é ser surpreendido a cada passo. No fim de semana, o Parque Yoyogi vira palco para os mais diversos personagens, como fãs de rockabilly. De topete, jaqueta e luvas de couro, alguns imitam Elvis Presley e até arriscam passos de dança. Tudo meio desajeitado, mas muito divertido. Uma dica é passar antes nos kombinis (mercadinhos) e comprar seu bentô, marmita típica que eles comem nas praças, no trem ou nos parques.

No quesito tecnologia, os japoneses são imbatíveis. Para garantir seu gadget, siga para o bairro de Akihabara. Não é preciso ir até lá, contudo, para se deparar com os mais curiosos aparatos. Em toda parte há máquinas com bebidas em lata, frias ou quentes - um alívio no inverno. Até o vaso sanitário parece saído de um filme de ficção científica, repleto de botõezinhos que fazem surgir esguichos variados e até aquecem o assento.

Noite
A Tóquio noturna inebria o viajante com suas luzes de néon, seus inusitados caminhões pink, prédios inteiros de karaokê e, claro, Shibuya, a esquina mais movimentada do mundo. Um clássico fundamental. Para ter um panorama desse divertido caos, suba a Tokyo Tower (tokyotower.co.jp), uma réplica da Torre Eiffel. Há dois deques de observação, um a 150 metros (820 ienes ou R$ 19) e outro a 250 metros (adicionais 600 ienes ou R$ 14).

Pouco antes de deixar o país, fui surpreendido pelo hanami, a festa da florada das cerejeiras. Prevista para abril, adiantou-se algumas semanas e chegou em março, como anunciavam as manchetes dos jornais da cidade. Decidi fugir da multidão e aproveitar a florada em um parque da vizinha Kawasaki. Sob as sombras das árvores, famílias se reuniam para um piquenique, crianças subiam em árvores. Que belo final de viagem. (T.Q.)

Imagem ilustrativa da imagem Em Tóquio, uma surpresa a cada passo
Do alto da Tokyo Tower, uma réplica da Torre Eiffel, é possível ter um panorama da capital japonesa
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