Em qualquer lugar
Entrar em uma danceteria descolada de uma grande cidade é certeza de encontrar gente bonita, certo? Errado. Pelo menos para os padrões de beleza do mundo das modelos. Os olheiros são unânimes em dizer que os melhores lugares para encontrar as futuras top models são os mais comuns e menos glamourosos. Em primeiro lugar da lista vêm os colégios. ''Todo mundo vai à escola, mas nem todas as pessoas têm condições de frequentar academias ou sair à noite'', diz o scoulter Niel, da Ford Models, que costuma percorrer colégios estaduais e particulares da cidade em busca de gente bonita.
Liliana Gomes e seu sócio Namie também são adeptos da procura por 'new
faces' em lugares bem prosaicos. Recentemente, eles encontraram duas meninas em bairros pobres da região metropolitana de São Paulo: Juliana Ribeiro, de 16 anos, moradora de Diadema, e Érika Valentim, também de 16, que vive em Guarulhos.
Juliana estava comprando sorvete numa esquina quando Namie, perdido na região, a viu. ''Parei imediatamente o carro e fui conversar com ela. O pai dela é caminhoneiro e a mãe, dona de casa. Como ela não tinha condições de fazer um curso de passarela, estamos pagando para que ela faça''.
Érika, cujos pais são analfabetos, também precisou de ajuda da dupla. De tão pobre, a garota não tinha nem foto ampliada para enviar. ''Nós a encontramos numa foto 3x4 que ela havia mandado para a agência'', conta Liliana.
O olheiro Anselmo Camaleão, da Mega, 'descobriu' a modelo Raquel Zimmerman,
que hoje mora em Nova York e fez as campanhas da Iódice e da Valentino, numa rua de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. ''Havia rodado a cidade e nada e, de repente, vi a Raquel caminhando'', lembra ele, que também encontrou o modelo Eduardo Brown estrela da campanha da Gucci numa festa de formatura em Venâncio Aires, no interior de São Paulo. (L.S./AE)





