Em frente ao espelho
''Eu já não saio mais para fazer compras sem ela. Sempre saímos juntas'', avisa Marga Schultz, referindo-se à filha, Angélica Schultz Bucci, 14 anos, e personal stylist de plantão. Companheiras, mãe e filha têm gostos parecidos. ''As empregadas até confundem os guarda-roupas'', diverte-se Angélica, que faz contagem regressiva para os dias em que poderá usar todas as roupas da mãe. Por enquanto, a maioria ainda não serve.
''Acredito que para acontecer a intimidade emocional é preciso exercer a intimidade física. Não entendo as mães que trancam o guarda-roupa para os filhos. Faz bem abrir sua intimidade para eles. Você mostra que tem confiança, por exemplo, quando empresta uma jóia ou uma roupa especial'', explica Marga, que tem outros dois filhos, um de 20 anos, ''que tem muito bom gosto e dá ótimos palpites'', e o caçula, de 3 anos.
''Por causa da minha filha passei a usar cor, como o vermelho, que fui descobrir faz pouco tempo'', conta. Por enquanto, as incursões de Angélica ao closet da mãe ainda são restritas às bolsas e acessórios porque muitas das roupas ainda não servem. ''Mas daqui a pouco já estou usando'', avisa a menina, que planeja seguir carreira fashion. ''Conversamos muito sobre moda e ela já está desenhando alguns modelos'', conta a mãe orgulhosa.
''Como meu gosto é mais para o clássico do que o arrojado, nunca tive problemas com meus filhos reprovando decotes ou comprimentos. Meu filho mais velho até veio de São Paulo dizendo 'shorts, não, hein?!', mas eu nem cheguei a cogitar essa tendência'', lembra.





