Paulo WolfgangEliane Brunassi Moraes faz bronzeamento artificial há cerca de dois anos,
e acha que o processo economiza tempo: ‘‘O bronzeamento é mais rápido’’O clima tomou ares de verão com o aumento da temperatura, e a estética do calor já desfila pelas ruas. Entre vestidos leves e decotes acentuados, a pele morena dita a moda. Em períodos assim, muitos preferem trocar os raios do sol pelas máquinas de bronzeamento artificial, seja para escapar do vermelho pimentão ou para chegar na praia com a cor em dia.
Embora ainda provoque restrições de alguns médicos dermatologistas, o bronzeamento artificial é considerado seguro pelos profissionais que lidam com a tecnologia. E clientes não faltam. ‘‘Estamos com a agenda lotada até o final do mês. O bronzeado é uma estética que faz parte do padrão de beleza brasileiro’’, comenta Leda Nápoli Prestes, proprietária de uma clínica de bronzeamento artificial e ginástica sem esforço de Londrina.
Ela explica que a técnica é segura porque só utiliza raios ultravioleta A, que são menos lesivos e equivalem ao sol de antes das 10 horas e depois das 16 horas. ‘‘O bronzeamento artificial é mais benéfico que aquele produzido pelo Sol porque é controlado e estimula a melanina de forma gradual e demorada’’, explica Leda Prestes.
O resultado, segundo a fisioterapeuta Marislei Turati Costa, proprietária de uma clínica de estética em Londrina, é um processo de bronzeamento que evita a vermelhidão, não descasca e gera maior resistência aos raios solares: ‘‘É importante fazer uma avaliação prévia e verificar se a pessoa está passando por processos inflamatórios agudos, teve intervenção cirúrgica recente ou se está grávida. Nestes casos, o bronzeamento artificial é contra-indicado. Com exceção desses quadros, a máquina com o raio ultravioleta A bronzeia sem lesar’’, garante.
Marislei Costa destaca também que a técnica possui qualidades terapêuticas: ‘‘Existem algumas patologias que são indicadas pelos médicos para ser tratadas com o bronzeamento artificial, como a psoríase - que provoca escamação -, o vitiligo - que provoca a despigmentação - e alguns tipos de micose’’.
Além disso, o bronzeamento artificial pode ser usado como prevenção. Segundo Leda Prestes, não são poucos os homens que recorrem à técnica para suportar o sol durante partidas de tênis ou pescarias. ‘‘Às vezes eles querem ir para a praia e fazem o bronzeamento para escapar da vermelhidão e criar mais resistência aos raios solares’’, ressalta.
Os modelos de máquinas são variados, alguns possuem até 36 lâmpadas, e o cliente não precisa se virar para obter um bronzeado regular. Em determinadas cabines as sessões duram até 20 minutos, e o número de sessões varia de acordo com o tipo de pele. O preço de 15 sessões pode ficar, em algumas clínicas, de R$ 160,00 a R$ 180,00. Mas o preço varia de acordo com a clínica e o aparelho utilizado.
A agropecuarista Eliane Brunassi Moraes faz o bronzeamento artificial há cerca de dois anos, e acha que o processo economiza tempo. ‘‘É uma opção para quem trabalha e tem o horário apertado. O bronzeamento é mais rápido e mais relaxante. Sob os raios solares eu sinto um desconforto que não tenho na máquina’’, explica, ressaltando: ‘‘No sol tem que passar o protetor solar; aqui não é necessário porque não existem raios nocivos’’.

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