Em dia com a vacina
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quinta-feira, 02 de abril de 2009
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Basta mencionar o assunto que logo surge uma série de dúvidas a respeito. Quem, afinal, nunca se perdeu nas datas da vacinação? São tantas delas que às vezes são deixadas lado, mesmo aquelas estipuladas pelo Ministério da Saúde e disponibilizadas gratuitamente na rede pública.
Prova disso são os baixos índices de vacinação apresentados por alguns municípios do País. Em Londrina, de acordo com a diretora de epidemiologia da Secretaria de Saúde, Sônia Fernandes, por uma questão de processo demográfico natural e desenvolvimento sócioeconômico, a cidade não atinge os 95% de cobertura estipulados pelo MS. ''Como o sistema utilizado para colher dados é somente por dose aplicada, fica difícil dizer um número com precisão''.
De acordo com ela, o principal motivo que justifica o fato de os pais não vacinarem os filhos é a falta de esclarecimentos. ''Muitos ainda não são bem informados sobre a verdadeira importância das vacinas que, resumidamente, têm a função de simular a doença no organismo, fazendo com que ele produza células de defesa'', relata.
O médico pediatra e coordenador do Centro de Referência Imunobiológicos Especiais (Cries) Gérson Zanetta de Lima diz que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a aplicação das vacinas do Programa Nacional de Imunização (PNI), justamente pelas razões epidemiológicas registradas no Brasil.
E afirma que nem todas as vacinas ofertadas por laboratórios são realmente necessárias. ''Os pediatras devem passar a informação da existência dessas vacinas que vão surgindo no mercado, porém, não devem ditá-las como obrigatórias. Isso cabe somente às que estão estipuladas no calendário'', ressalta.


