Em casa ou na escola?
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Erica Shimamura<br>Reportagem Local 
Letícia Andreoli Pedro, de 9 anos, estreou na vida escolar aos seis anos, o que, na opinião de Andréia Andreoli Pedro, mãe da garota, foi a idade certa para iniciar a rotina de estudos. "Como eu não trabalhava fora na época, eu e meu marido optamos por ficar mais tempo com ela", explica.
Segundo Andréia, a vontade de manter a caçula em casa até os seis anos foi acertada, pois funcionou também com sua filha mais velha. "Já sabíamos que depois que ingressassem na escola, elas teriam muitas atividades diárias, assim tive o prazer de curtir bastante essa fase", relembra.
A única ressalva da família com relação à idade em que Letícia ingressou na escola está relacionada às primeiras semanas. "Como ela ficou muito em casa comigo, se apegou demais a mim. A adaptação foi mais difícil, ela chorava antes de sair de casa. Sorte nossa que contamos com a ajuda da professora, que dava carinho e era praticamente a segunda mãe da Letícia", conta.
Hoje, Andréia trabalha na empresa da família, e Letícia passa boa parte do tempo fora de casa, ocupada com as atividades normais de uma aluna do 4º ano da Escola Interativa e os cursos de balé e sapateado. "Tem dia que ela chega em casa à noite, por volta das 19h30", diz a mãe.
Já o histórico escolar de Nicolas Rafael Kloc, 14 anos, começou cedo. Aos dois anos, foi matriculado na Escola Educativa. A mãe do adolescente, Simone Kloc, acredita que a decisão foi bastante positiva, uma vez que o garoto tinha muita energia e se adaptou bem desde o início. "Eu nunca pedi para ficar em casa, e nas férias sentia falta da escola", diz Nicolas.
Considerando o acelerado ritmo das famílias contemporâneas e os espaços compactos das moradias, Simone, que também é pastora, considera válida a iniciação escolar logo nos primeiros anos de vida. "Por isso, a escolha da escola é muito importante. Acredito que o colégio deva ser a extensão da casa, pois terá forte influência sobre a criança, e isso fica para o resto da vida". Ela acredita que os valores familiares precisam coincidir com os da escola, e que a criança precisa ser vista como um indivíduo e não apenas como um número.


