Em busca de bem-estar
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2014
Bruna Quintanilha<br>Reportagem Local 
Quem nunca chegou em algum lugar e sentiu uma sensação estranha? Ou conheceu alguém e logo de cara, sem ao menos trocar uma palavra, sentiu uma empatia? Para os especialistas da International Academy of Consciousness (IAC) ou Academia Internacional de Conscienciologia, em livre tradução -, isso acontece devido à energia das pessoas e dos lugares. Wagner Alegretti e Nanci Trivellato, membros e pesquisadores da IAC, estiveram em Londrina para ministrar dois cursos e falaram à FOLHA sobre a importância de conhecer e estudar a energia.
"Energia é o nome técnico para a força vital. Esse princípio vitalizante que está em tudo. Nós somos consciências, mas essa coisa imaterial que se conecta conosco é energia", explica Alegretti. Segundo ele, a energia pode ser dividida em dois grupos: a natural, que está na terra, na água e nas plantas; e a consciencial, que é a energia das pessoas. "Esse último tipo de energia vem carregado por pensamentos e emoções", acrescenta.
Segundo os membros da IAC, a existência física e concreta da energia já foi comprovada, por isso, é essencial que esse conhecimento seja explorado de forma mais científica e menos mística. "Ainda precisamos entrosar o conhecimento humano nesse aspecto da bioenergia. E isso independe de religião. Buscamos fazer um estudo da conscienciologia de forma mais científica e menos dogmática", analisa Nanci. Os dois defendem, por exemplo, que o conhecimento já adquirido sobre energia pode beneficiar várias outras áreas, como a biologia e a medicina.
De acordo com Alegretti a energia é a explicação para muitos fenômenos que vivemos diariamente. "Sabe aquela pessoa que gosta muito de plantas ou aquela que se dá mais com os animais? É porque a energia dela está mais ligada às plantas ou aos animais. Além disso, a energia não mente. Muitas vezes a energia de uma pessoa é muito mais sincera do que a fala." Da mesma forma, alguns lugares são mais carregados energicamente do que outros. "Londrina, por exemplo, é uma cidade com uma energia muito neutra, talvez por ser uma cidade ainda muito nova, e isso é difícil de encontrar", conclui Nanci.
Locais onde houve muitos conflitos por exemplo, tendem a ser mais carregadas. "Em certos lugares sentimos realmente que o que aconteceu no passado deixou uma marca muito negativa. Londres, por exemplo, é um lugar muito pesado. As pessoas não sabem, mas Londres foi fundada pelos romanos e tem coisas muito antigas por lá", exemplifica Alegretti. Já a Ilha Maior do arquipélago do Havaí, é apontada pelos dois como um lugar cheio de energia positiva. "Ali há um vulcão em atividade e uma grande potência de energia natural."


